sexta-feira, 24 de maio de 2019

A temporada 18-19 do Leeds


O cenário

Tricampeão inglês, o Leeds caiu para a segunda divisão na temporada 2003-04 e de lá para cá nunca mais apareceu na elite do futebol do país. Foram três temporadas na segundona antes de uma nova queda, agora para a League One. O calvário na terceira divisão se estendeu entre 2007 e 2010 e desde a temporada 2010-11 a realidade dos Whites é a Championship. Várias abordagens foram tentadas nesse novo período de segunda divisão, mas o clube não conseguiu sequer se classificar para os playoffs de promoção à Premier League, chegando em sétimo lugar por duas oportunidades. 

Na temporada 2017-18, o Leeds United passou a ter um novo dono, o  italiano Andrea Radrizzani, que  decidiu abrir a carteira para enfim tirar o time da segunda divisão. De acordo com o site Transfermkt, foram gastos quase 29 milhões de euros em compras de jogadores, enquanto 17 milhões entraram nos cofres por meio da venda de atletas. O resultado, porém, foi fraquíssimo, com o Leeds terminando a Championship na décima terceira posição, 15 pontos abaixo do sexto colocado, o Derby County.

Para a temporada 2018-19 a ideia foi diferente: gastar menos em jogadores e mais em um técnico. Assim, em um movimento surpreendente, o Leeds United conseguiu contratar Marcelo Bielsa como novo treinador. A missão era clara: tirar os Whites da segunda divisão. 

O mercado de transferências

Os gastos com os salários de Bielsa e da nova comissão técnica significaram menos dinheiro disponível para a compra de jogadores. Foram feitas apenas duas contratações envolvendo a aquisição definitiva de direitos econômicos:

- O centroavante Patrick Bamford, de 25 anos, chegou do Middlesbrough por quase 8 milhões de euros
- O lateral-esquerdo Barry Douglas, de 29 anos, veio do então recém-promovido Wolverhampton por 3,4 milhões de euros 

Além deles, chegaram por empréstimo:

- Jack Harrison, atacante de lado de campo de 22 anos que pertence ao Manchester City 
- Lewis Baker, meiocampista central de 24 anos que pertence ao Chelsea 
- Jamal Blackman, goleiro de 25 anos que pertence ao Chelsea
- Isaiah Brown, atacante de 22 anos também do Chelsea

Por outro lado, o volante Ronaldo Vieira, foi vendido para a Sampdoria por 6 milhões e meio de euros a fim de manter em ordem o balanço financeiro do clube. Ao mesmo tempo, como de costume, Bielsa dispensou vários jogadores a fim de readequar o elenco a um novo perfil de jogo. A ideia, segundo o argentino, era ter 18 jogadores profissionais e complementar o grupo com atletas vindos da base. Uma ideia que causou estranheza entre os profissionais de imprensa do Reino Unido, uma vez que a Championship reserva 46 jogos regulares, além de contemplar a possibilidade de outros três para quem chega aos playoffs.  O grupo era pequeno, mas esse é o jeito Bielsa de trabalhar. Teria ele que se adequar? 

A primeira metade da temporada 

O Leeds United iniciou a temporada 2018-19 no 4-1-4-1 com a seguinte escalação: 


Essa formatação da equipe (com apenas um reforço entre os titulares) se repetiu nos primeiros três jogos, com o Leeds obtendo três vitórias:

- Leeds United 3x1 Stoke City (51% de posse de bola, 12 finalizações a favor e 9 contra)
- Leeds United 4x1 Derby County (54% de posse de bola, 17 finalizações a favor e 12 contra)
- Leeds United 2x0 Rotherham (73% de posse de bola, 17 finalizações a favor e 9 contra)


A quarta partida foi um empate contra o Swansea, ocasião na qual Bielsa teve que mexer pela primeira vez no time devido a uma lesão do zagueiro Cooper, que, no entanto, voltou rapidamente. Na sequência houve duas vitórias, dois empates e uma derrota, com mudanças forçadas por conta de lesões do zagueiro Berardi, do meia Hernandez e dos centroavantes Roofe e Bamford, que rompeu o ligamento cruzado do joelho em setembro e que parou por quase seis meses. Na zaga, Jansson e Cooper se tornaram a dupla preferida, na vaga de Hernandez entrou Harrison, de características bem distintas, enquanto no ataque o jovem Tyler Roberts, de 21 anos, passou a ter a responsabilidade de finalizar as jogadas. 

- Leeds United 2x2 Swansea (56% de posse de bola, 8 chutes a favor e 12 contra)
- Leeds United 3x0 Norwich (59% de posse de bola, 12 chutes a favor e 10 contra)
- Leeds United 0x0 Middlesbrough (61% de posse de bola, 11 chutes a favor e 9 contra)
- Leeds United 1x1 Milwall (63% de posse de bola, 11 chutes a favor e 16 contra) 
- Leeds United 3x0 Preston (61% de posse de bola, 17 chutes a favor e 5 contra)
- Leeds United 1x2 Birmingham (71% de posse de bola, 17 chutes a favor e 4 contra) 

O começo excelente tornou-se mais oscilante, também pelos supracitados desfalques.

- Leeds United 1x1 Sheffield Wednesday (64% de posse de bola, 25 chutes a favor e 10 contra)
- Leeds United 1x0 Hull City (67% de posse de bola, 11 chutes a favor e 10 contra)

- Leeds United 1x1 Brentford (53% de posse de bola, 13 chutes a favor e 13 contra)
- Leeds United 1x2 Blackburn (68% de posse de bola, 20 chutes a favor e 18 contra)

No final de outubro, Roofe, Hernandez e Berardi voltaram, mas Ayling teve uma lesão mais séria contra o Forest, dando lugar a Stuart Dallas, ponta direita convertido em lateral. Foi nessa época também que o camisa 10 do time, Samuel Saiz, passou a ficar no banco por opção de Bielsa. Forshaw foi o escolhido para substituí-lo inicialmente, mas depois Harrison ganhou essa vaga, com Hernandez atualizando mais centralizado. Vieram os seguintes resultados:

- Leeds United 2x0 Ipswich (65% de posse de bola, 18 chutes a favor e 3 contra)
- Leeds United 1x1 Notthingham Forest (70% de posse de bola, 18 chutes a favor e 3 contra)

- Leeds United 2x1 Wigan (67% de posse de bola, 12 chutes a favor e 6 contra)
- Leeds United 1x4 West Brom (72% de posse de bola, 15 chutes a favor e 20 contra)
- Leeds United 2x0 Bristol City (63% de posse de bola, 20 chutes a favor e 7 contra)
- Leeds United 1x0 Reading (65% de posse de bola, 18 chutes a favor e 9 contra)


Dezembro foi um mês quase que inteiramente maravilhoso para os Whites. Foram cinco vitórias seguidas, duas delas com gols nos acréscimos de Roofe. Bamford estava de volta, Peacock-Farrel se mostrava mais confiável e a concorrência ficava para trás. A má notícia ficava por conta da saída de Samuel Saiz, que por motivos pessoais pediu para atuar na Espanha. O Leeds o liberou para o Getafe por empréstimo. 

- Leeds United 1x0 Sheffield United (45% de posse de bola - único com menos posse no campeonato, 11 chutes a favor e 12 contra)
- Leeds United 2x1 QPR (69% de posse de bola, 20 chutes a favor e 10 contra)
- Leeds United 1x0 Bolton (71% de posse de bola, 12 chutes a favor e 4 contra)

- Leeds United 3x2 Aston Villa (66% de posse de bola, 16 chutes a favor e 10 contra)
- Leeds United 3x2 Blackburn (71% de posse de bola, 24 chutes a favor e 8 contra)

29 de dezembro, no entanto marca uma ruptura... 

A segunda parte da temporada

Saiz não vinha sendo titular, mas a saída dele significou um atleta de criatividade a menos no elenco, algo ainda mais sentido quando lembramos que no plano de Bielsa o grupo era composto por 18 jogadores mais os garotos da base. Por outro lado, entre os garotos começou a aparece Jack Clarke, que se tornou uma espécie de décimo segundo jogador da equipe. Bom, a pior sequência do Leeds na temporada veio entre o fim de dezembro e o começo de 2019, quando a equipe sai da liderança. Notem como a posse de bola aumenta e como o padrão de chutes a favor e chutes contra se mantém, mas os resultados não.

- Leeds United 0x2 Hull City (71% de posse de bola, 22 chutes a favor e 9 contra) 
- Leeds United 2x4 Notthigham Forest (63% de posse de bola, 14 chutes a favor e 13 contra)
- Leeds United 2x0 Derby County (62% de posse de bola, 15 chutes a favor e 7 contra)
- Leeds United 1x2 Stoke City (72% de posse de bola, 17 chutes a favor e 15 contra)

Apesar da cobrança e entendimento geral de que o Leeds precisava se reforçar na janela de inverno, o clube perdeu um jogador, o volante Lewis Baker, que pouco jogou depois de ter sido emprestado pelo Chelsea, e trouxe apenas um atleta: o goleiro Kiko Casilla. Com mais uma lesão de Douglas e um desempenho ruim de Hernandez pelo centro, o Leeds United da segunda metade da temporada teve essa cara, com Alioski sendo lateral-esquerdo, Harrison o ponta-esquerda e Tyler Roberts como um camisa 10 de menos criatividade e mais contundência:



E os resultados foram de altos e baixos, com o Norwich assumindo a liderança isolada do campeonato a partir do confronto direto. Era um jogo importantíssimo para o Leeds, mas o time fez uma de suas piores apresentações na temporada. 

- Leeds United 2x1 Rotherham (70% de posse de bola, 14 chutes a favor e 5 contra)
- Leeds United 1x3 Norwich (62% de posse de bola, 21 chutes a favor e 14 contra)
- Leeds United 1x1 Middlesbrough (70% de posse de bola,  17 chutes a favor e 9 contra)

O jogo com o Norwich também trouxe uma lesão mais grave do centroavante titular e maior goleador do time, Kemar Roofe. Era hora de Bamford mostrar a que veio e, a bem da verdade, ele conseguiu nessa época. Juntos, ele e Hernandez marcaram 7 dos 10 gols do time nessa sequência, em meio aos já usuais questionamentos de esgotamento físico e mental que supostamente marcam as equipes de Bielsa.   

- Leeds United 2x1 Swansea (60% de posse de bola, 19 chutes a favor e 9 contra) 
- Leeds United 2x1 Bolton (68% de posse de bola, 21 chutes a favor e 12 contra) 
- Leeds United 0x1 QPR (64% de posse de bola, 12 chutes a favor e 13 contra)
- Leeds United 4x0 West Brom (56% de posse de bola, 13 chutes a favor e 7 contra)

- Leeds United 1x0 Bristol City (54% de posse de bola, 16 chutes a favor e 4 contra)
- Leeds United 3x0 Reading (62% de posse de bola, 13 chutes a favor e 9 contra) 

A segunda posição parecia garantida, mas o confronto direto contra o então terceiro Sheffield United trazia incerteza. O Leeds jogou bem, mas perdeu e viu a vice-liderança escapar alguns jogos depois, com a derrota para o Birmingham. 

- Leeds United 0x1 Sheffield United (70% de posse de bola, 17 chutes a favor e 10 contra) 
- Leeds United 3x2 Milwall (68% de posse de bola, 18 chutes a favor e 7 contra)



- Leeds United 0x1 Birmingham (74% de posse de bola, 9 chutes a favor e 10 contra)
- Leeds United 2x0 Preston (60% de posse de bola, 22 chutes a favor e 5 contra)

Mas, o Sheffield United tropeçou e o Leeds retomou a segunda posição ao bater o Sheffield Wednesday por 1 a 0.

- Leeds United 1x0 Sheffield Wednesday (61% de posse de bola, 28 chutes a favor e 8 contra)

Faltavam quatro jogos para o final da temporada e os Whites precisavam somar 10 pontos para não depender de mais ninguém e subir para a Premier League. Mas coisas absurdas ocorreram nessas partidas e, como vocês sabem, o Leeds não subiu.

- Contra o Wigan, que não tinha vencido fora de casa, o Leeds teve um pênalti aos 16 minutos, lance que também gerou a expulsão de um atleta adversário. Hernandez perdeu a cobrança, mas no minuto seguinte Bamford marcou.  1 a 0 a favor, um atleta a mais, jogando em seu estádio. Nada de errado poderia ocorrer, certo?  Bom... Displicente o Leeds não criou mais nada, tomou o empate no último lance do primeiro tempo e se descontrolou completamente na segunda etapa, tomando a virada e não sabendo reagir. Ainda assim os números poderiam ensejar outro cenário:

Leeds United 1x2 Wigan (77% de posse de bola, 36 chutes a favor e 8 contra (2 no alvo)) 


- Como o Sheffield United ganhou, já não dependia mais do Leeds a promoção. Por isso era necessário ganhar do Brentford e torcer contra o adversário... Nem uma coisa, nem outra ocorreu. Talvez abalado pelo resultado adverso diante do Wigan, o Leeds voltou a jogar mal.

Leeds United 0x2 Brentford (63% de posse de bola, 18 chutes a favor e 12 contra)



- A promoção direta praticamente já tinha ido para o beleléu, mas ainda deu tempo de Alioski se lesionar gravemente, o Leeds fazer o famoso jogo do fair-play contra o Aston Villa e Casilla falhar duas vezes contra o lanterna e já rebaixado Ipswich.

- Leeds United 1x1 Aston Villa (68% de posse de bola, 27 chutes a favor e 13 contra) 
- Leeds United 2x3 Ipswich (65% de posse de bola, 27 chutes a favor e 6 contra (3 no alvo))


O Leeds foi o terceiro colocado, com 83 pontos obtidos por meio de 25 vitórias, 8 empates e 13 derrotas, com 73 gols marcados e 50 sofridos. Ainda assim foi a maior pontuação e melhor posição do clube desde a queda na temporada 2003-04,  e apenas a segunda vez dos Whites nos playoffs desde o rebaixamento. 


Playoffs

Com a moral lá embaixo, o Leeds United chegou com mais dúvidas do que certezas para o duelo contra o Derby County. Além dos resultados titubeantes, o Leeds ainda foi bastante desfalcado para o primeiro jogo fora de casa. Não estiveram à disposição o zagueiro Jansson, os laterais-esquerdos Douglas e Alioski, o meia-atacante Roberts e o centroavante Bamford. E nos primeiros minutos dessa partida inicial Bielsa ainda perdeu Forshaw. Ainda assim, a equipe jogou bem e venceu com autoridade por 1 a 0, gol marcado por Roofe.

- Leeds United 1x0 Derby County (56% de posse de bola, 12 chutes a favor e 7 contra (nenhum no alvo)) 

Para o jogo da volta, Jansson e Bamford voltaram, mas Forshaw e Roofe se tornaram desfalques.  O Leeds começou bem e abriu 1 a 0, tendo o domínio do confronto, até Casilla e Cooper se enrolarem no último lance do primeiro tempo e o Derby reagir. No segundo tempo o descontrole dos Whites foi abissal, lembrando os jogos contra Norwich e Wigan e a partida nunca voltou ao controle da equipe da casa. Para piorar, Cooper fez um pênalti, Berardi foi expulso e o Casilla fez só uma defesa em 90 minutos. 

- Leeds United 2x4 Derby County (57% de posse de bola, 22 finalizações a favor e 14 contra (5 no alvo)) 


Estava acabada a temporada.  No próximo post vamos falar dos possíveis diagnósticos e as histórias de desgaste na segunda parte do campeonato. 


sexta-feira, 17 de maio de 2019

Prefácio: Bielsa é um perdedor


Marcelo Bielsa é um perdedor.  

Quanto mais cedo tirarmos isso do caminho, melhor! 

Em quase 30 anos de carreira o treinador argentino obteve apenas quatro títulos, sendo o mais recente deles o ouro olímpico de 2004 com a seleção sub-23 da Argentina. Sob a ótica das conquistas, Bielsa é um dos piores técnicos em atividade no futebol mundial. Não há como negar. 


Sob esse mesmo enfoque, nomes como José Mourinho, Pep Guardiola, Carlo Ancelotti, Luiz Felipe Scolari, David Jeffrey (31 conquistas pelo Linfield, da Irlanda do Norte), Marcelo Gallardo, Dunga, Luxemburgo, Allegri, Zidane, Edgardo Bauza, Simeone, Givanildo Oliveira, Unai Emery, Viktor Goncharenko (multicampeão pelo Bate Borisov), Mircea Lucescu, Fábio Carille e outros são treinadores bem superiores. Não há como negar. 

A questão é que, para cada técnico que ganha um campeonato, há 17, 19, 23 ou mais que não ganham. E isso, obviamente, não significa necessariamente  que todos sejam maus treinadores.  Um dos finalistas da Liga dos Campeões da Europa não tem título algum na carreira, enquanto o outro tem três conquistas em 20 anos como técnico. Da mesma forma, o comandante do Chelsea, finalista da Liga Europa, nunca venceu um troféu em 30 anos de profissão, o jovem e promissor técnico do Hoffenheim ainda não tem taças para celebrar, assim como o experiente e ousado comandante do Betis, que entra no seu vigésimo ano como treinador. Ninguém, no entanto, se disporia a minimizar os feitos de Pochettino, Klopp, Sarri, Nagelsmann, Quique Setién e tantos outros não é mesmo? Todos são vencedores dentro de uma outra ótica e assim também é Marcelo Bielsa. 


Não, não vou caminhar pela trilha dos valores pregados, da influência que teve em outros treinadores, dos jogadores que se desenvolveram com ele, da beleza do futebol ou de alguma poesia intrínseca. Tudo isso tem valor para mim e para outros, mas é algo bastante subjetivo. Vou falar de trabalho, desempenho e resultado, que são mais objetivos. 

Antes de falar do Leeds, no entanto, vou falar do que Bielsa fez desde 2004, quando conquistou seu último título meses antes de deixar a seleção argentina. Após um período sabático de quase três anos, Bielsa treinou o Chile, o Athletic Bilbao, o Olympique de Marseille, o Lille e agora o Leeds. Não ganhou nenhum título, como vocês sabem. A pergunta é: deveria ter ganhado?  Deveria ser cobrado por ganhar um título? 


A seleção chilena não tinha nenhuma taça (nem Copa América) até 2015, quando Jorge Sampaoli, que herdou uma filosofia de jogo e um time do supracitado Bielsa, bateu a Argentina nos pênaltis. No ano seguinte, Pizzi repetiu a dose na Copa América Centenário. O Bilbao, que chegou às finais da Liga Europa e Copa do Rei com Bielsa em 2012, não ganhava nada desde 1984 e assim segue, exceção feita à Supercopa da Espanha de 2015. O Olympique de Marseille, treinado por Bielsa na temporada 2014-15, segue sem taças desde 2012, enquanto o Lille, que fez uma ótima temporada 2018-19, não ganha troféus desde 2011. Ou seja, medir esses trabalhos pela quantidade de títulos é um despropósito. Se fôssemos por esse caminho, teríamos que avaliar como ruins quase todos os trabalhos da história recente desses times, o que é uma simplificação absurda. 

Pessoalmente, considero que o Lille é um trabalho ruim de Bielsa e também por isso o único no qual ele foi demitido. Ali as expectativas eram altas e a realidade foi muito abaixo, com o time brigando contra o descenso. Nos demais trabalhos, a expectativa normalmente era menor do que foi a realidade. De novo... Há aspectos que vão bem além de resultado, mas quero me manter na letra fria dos pontos e conquistas para provar meu ponto. 


O Chile, que não ia a uma Copa do Mundo desde 1998 e que não ganhava um jogo em Mundiais desde 1962, fez os dois com Bielsa antes de cair para o Brasil, na África do Sul. O Bilbao, que não ia a uma final de competição europeia desde 1977, o fez em 2012, batendo o Manchester United de Ferguson no Old Trafford nas oitavas de final. O Olympique de Marseille foi o líder do Francês por metade do campeonato, já na  fase gastona do PSG, e terminou a temporada em quarto lugar. 

Obviamente que esses feitos só aumentaram as respectivas decepções pelas conquistas não terem vindo, mas aí cabe a quem olha analisar: é melhor ter chegado perto ou nem ter chegado? O que diz mais sobre um trabalho? Onde estava o time antes e onde ele chegou?  Bom... 


Caminha por aí a minha análise sobre o Leeds United. Se você chegou até aqui e não quer saber onde o time estava e onde chegou, então não tem para quê ler o próximo post. Mas se você chegou até aqui e entendeu o meu raciocínio, aguarde, pois vamos destrinchar o que houve, o que deu certo, o que deu errado e o que era o esperado. 


sábado, 6 de abril de 2019

Sobre o uso de emoções nos debates de futebol


Há algum tempo venho pensando nos formatos, oratórias e argumentações utilizadas na cobertura jornalística do futebol brasileiro. Não sei bem se conseguirei desenvolver o tema com a profundidade necessária, mas prefiro tentar compartilhar a ideia do que guardá-la comigo.

Não sei se isso é coisa antiga ou recente, mas tem me chamado demais a atenção como não só os programas de debate, mas também as matérias teoricamente informativas têm usado as emoções como fio condutor dos temas e das discussões. 

Exemplifico com as vitórias e derrotas. É óbvio que elas são a razão de ser do esporte e elemento central da construção dos textos e debates, mas  têm sido cada vez mais raras as coberturas que se esmeram em de fato abordar o que houve nos jogos.  Não falo de análises táticas elaboradas ou discussões sobre posicionamentos, técnicas de chute, de marcação, etc, mas sim de discutir o que aconteceu.  


O que tenho visto é que um revés puxa discussões sobre elementos que não puderam ser observados. Coisas como "derrota expõe falta de planejamento", "está faltando comando?", "o elenco do time x é ruim?".  Da mesma maneira, nesses programas e nessas matérias uma vitória é evidência suficiente de "deu a volta por cima",  "planejamento acertado leva a equipe a.."  e "técnico y é o diferencial nesse momento".  Claro, alguns fazem isso depois de dois jogos ou quem sabe cinco, mas quase sempre jogam os holofotes para elementos extra-campo a fim de concluir algo. Me parece que o mote hoje é esse: é preciso concluir algo sempre.  Nenhuma derrota, empate ou vitória se enseja em si. Sempre há um bigger picture a ser observado.

O formato dos programas de TV e rádio e a busca incessante pelos cliques nas matérias dos portais configuram o principal motivador. Como as televisões - e algumas rádios - precisam estar o tempo todo com algo no ar e nem sempre há jogos interessantes, elas optam por promover infindáveis programas de debate com durações que variam entre duas a  quatro horas. É fácil, não custa direitos de transmissão e você só precisa de uns dois câmeras e três debatedores para preencher parcelas importantes de tempo.  Como analisar os jogos não demora tanto assim - ao menos no formato mais abrangente e superficial característico da comunicação de massa - então torna-se essencial criar debates e temas que não foram mostrados no jogo. Assim, é quase mandatório concluir coisas, do contrário não há tese e antítese e, portanto, "não há o que ser discutido".  E se não há o que ser discutido, o que raios eu coloco aqui na tela pela próxima meia hora??! 


Como não há substância na maioria das vezes - seja pela falta de espaço amostral para observar algo maior, pela própria natureza equivocada dessa promoção de debates ou desconhecimento - a essência das discussões se torna simplesmente a percepção do debatedor sobre aquele tema. Utilizo aqui percepção como antônimo de conclusão, na medida em que uma depende de sensações, sentimentos e de uma olhada não tão detida sobre algo, enquanto a outra teoricamente seria fruto de estudo, método, prova e contraprova.

Meu ponto é: a percepção sobre algo é um caminho ainda mais subjetivo, que cai facilmente nas emoções de quem assiste e de quem debate - seja de propósito ou pela falta de propósito na discussão. Daí derivam as ilações como: "planejamento patético", "não sabem gerir um clube", "fulano não serve pra jogar futebol", "siclano está completamente perdido", "foi um vexame", "sinal de alerta ligado", etc.  Quanto disso tem de razão e quanto disso tem de emoção?  Nesse caso parti do pressuposto de que há boas intenções ou desconhecimento na gênese do processo, mas obviamente há empresas e profissionais que sabem disso quando o fazem. 


Me falta o conhecimento necessário para aprofundar o tema, mas as métricas e procedimentos das redes sociais parecem estar dando o tom dos programas e matérias esportivas. No excelente "10 motivos para você deletar suas redes sociais agora" o autor Jaron Lanier traz a ideia de que Twitter, Facebook, Youtube e derivados medem a relevância de um conteúdo a partir de curtidas, compartilhamentos e comentários, o chamado engajamento. O que você faz para chegar a isso, no entanto, não tem importância para os algoritmos dessas empresas, de forma que conteúdos que mexem com as emoções (normalmente as negativas) são os que têm "melhor desempenho" nessas métricas. 

Nos programas de futebol está acontecendo a mesma coisa. As infindáveis e inúteis discussões sobre Messi x Pelé, Zico x Messi, Carille pode ser o novo Guardiola, Palmeiras x Real Madrid e outras têm apelo não pela discussão e sim pelas emoções envolvidas. Pense bem: essas simples perguntas despertam qual tipo de reação? Não te dá vontade de tuitar sobre? De falar mal sobre? De ir até a TV e pegar pelo colarinho quem bolou essa ideia?  Pois é...  Sabe o que isso significa para os executivos de tevê? Audiência e engajamento. Então mexer com as emoções é "bom". 

As perguntinhas bobas são o exemplo extremo, mas meu ponto é que a utilização de emoções nas "análises" vem tendo o mesmo objetivo. Se você discute bom ou mau planejamento após uma derrota você tem um debate sobre a percepção sobre aquele clube e se ele é "bom" ou "ruim". Isso gera repercussão e engajamento. Se você vê uma vitória como prova de que "voltou a garra e entrega", você mexe com os sentimentos das torcidas que se veem representadas nessa afirmação.  Se você vende a ideia de que contratar um jogador renomado soluciona problemas, você mexe com o otimismo do torcedor, mesmo que esse atleta não se prove na prática há alguns anos. Se você está debatendo porque o jogador de 90 milhões ficou no banco, você está vocalizando o que a torcida pensa.  Está usando aquele sentimento de raiva e revolta de quem assiste para que você seja escutado e repercutido.

O método tem sido extremamente bem sucedido no que se refere à audiência, mas - a meu ver - tem repercussões péssimas para o nosso entendimento do jogo. Os desdobramentos desse fenômeno são vastos e de difícil compreensão. O imediatismo das análises contamina a avaliação dos dirigentes sobre os treinadores e jogadores?  A falta de entendimento de que equipes vão sendo construídas e que treinos são processos advêm daí também? Os incentivos aos comunicadores é maior que aos jornalistas?  São várias dúvidas, mas podemos ao menos refletir sobre... 







sábado, 23 de fevereiro de 2019

Saga FM: Rio Ave/Celta/Everton - Capítulo 9



Apesar do bom desempenho na temporada 2021-22, alguns jogadores não renderam tudo o que poderiam e outros já estavam infelizes no clube antes mesmo da nova temporada. Sendo assim vendemos vários jogadores - Dérlis González, Sigurdsson e Gotze entre eles - e trouxemos peças pontuais para fazer alguns papéis como o de líbero, primeiro volante e ponteiros.

Dessa maneira compramos o chileno Enzo Roco do Hannover por 11 milhões e 750 mil euros para jogar como líbero.


Para primeiro - e único - volante decidimos trazer de volta para a Inglaterra o sérvio Marko Grujic, que passou pelo nosso rival Liverpool e que chega da Lazio por 14 milhões de  euros.



Além disso aproveitamos o mau momento do Manchester City para trazer dois pontas dribladores


    
Sané veio por 22 milhões e meio de euros, enquanto Zaha chegou por 4 milhões de euros. 

Outros atletas também vieram para compor o elenco 


Aos jogos!  Lembrando que alternamos entre dois esquemas táticos. Dois 3-3-1-3, mas um com alas e outro com volantes. Uma importante mudança em relação ao ano anterior foi o fato de que investimos no treinamento de atletas pelos lados com pés trocados, o que permitiu o uso efetivo da função Inverted Wingback. Dessa maneira os alas trazem a bola para dentro e os atacantes jogam por fora.

Na temporada passada fizemos isso também, mas poucas vezes, VALE VER! 


O começo de temporada foi assim:



Tirando nosso desempenho horrível na fase de grupos da Champions, foi um bom início! Em vários momentos jogamos um futebol agradável, como mostra esse vídeo:


Fomos para a Liga Europa, mas estávamos nas cabeças da Premier League, quando eis que... 



Sim... Conseguimos a proeza de perder de 6 a 1 para o nosso rival Liverpool... Foi um daqueles jogos em que tudo dá errado e o treinador avança até o final da partida (?!). Bom, quase tudo o que sofremos foi por jogadas pelo lado, de forma que fizemos alguns ajustes, priorizando o sistema com alas recuados e não com volantes fazendo individual.

Os resultados melhoraram na parte seguinte:



Tirando essa derrota na final da Copa da Liga né?!  ¬¬ 


Na Premier League a luta era palmo a palmo pela liderança, mas tivemos jogos muito bons, inclusive contra os adversários mais próximos. 






 Mesmo com essa sequência de dois empates e uma derrota na reta final...





Conseguimos! Conquistamos a Premier League!  Foi o primeiro título do Everton desde a temporada 86-87!

O ano, no entanto, não havia terminado! Tínhamos a final da Liga Europa a disputar! O adversário era o Shakhtar Donetsk, clube que não tinha liga carregada no jogo. Vitória fácil, certo?




Errado.

Bom, o time da temporada foi esse:

E dito isso: renunciei ao cargo! Já tinha tirado tudo e mais um pouco desse time. Era hora de ir atrás de um novo desafio! 

sábado, 8 de setembro de 2018

O que queremos do nosso futebol?

As últimas semanas têm sido de grande reflexão para mim... 
A cada jogo que vejo no futebol brasileiro cresce um sentimento de desgosto com o que temos praticado por aqui.

Jogadores simulando lesões, atletas (e dirigentes) pedindo pênalti em qualquer bola que bate em um adversário, atacantes que desistem do lance para cair na área, rodinhas em torno de juízes - mesmo quando eles acertam - árbitros que param o jogo em qualquer contato, gandulas que somem com a bola para que não haja jogo, goleiros que caem "lesionados" para que a partida não siga... 

E pra piorar tudo uma parte da imprensa - considerável - tem avalizado o "ganhar a qualquer custo" e a cultura do "ganhou é bom, perdeu é ruim". Mais: os "profissionais" da imprensa tem disseminado desconhecimento e ódio com seus comentários engraçadinhos e fazedores de média.  Ou seja... Uma lástima! Mas destes não vou falar aqui... Quero voltar ao tema do JOGO de futebol. Afinal de contas, o que queremos do JOGO de futebol? 

Se é bem verdade que uma competição visa ao triunfo, também é verdade que o ESPORTE - e aqui falo sobre qualquer esporte - tem preceitos que vão além de ganhar. Parece loucura falar isso, mas não, o esporte não é só ganhar ou perder! Quem pratica o esporte não está lutando pela sobrevivência, ao menos não literalmente. Diferentemente de uma guerra ou de um confronto pela vida, perder não significa morrer! Quem entra numa disputa esportiva não está literalmente brigando por um prato de comida - embora muita gente adore essa metáfora. Jogos de futebol, basquete, tênis, vôlei, futebol americano e rugby, apresentações de ginástica artística, provas de natação, atletismo, arremesso de dardo, lutas de boxe, judô, etc não são situações limites que causarão danos permanentes a alguém em caso de revés.  

E isso não é algo moderno ou "nutella" como os parvos que nada sabem e tudo acham que sabem tendem a dizer... Os Jogos Olímpicos da Grécia, 700 anos do nascimento de Cristo, já previam a suspensão de todos os confrontos militares que pudessem colocar em risco a chegada dos atletas em Olímpia, onde aconteceriam  as disputas. Ou seja... O esporte valia mais do que a chance de se aproveitar de uma situação em um ambiente de guerra! 

Se admitirmos que essas premissas são verdadeiras, então temos que sim ponderar até onde é aceitável ir contra os preceitos do esporte para ganhar. 

Não se trata aqui de lançar um manifesto para que os atletas comecem a ter condutas exemplares, mas sim para abrir os olhos de quem observa o que eles fazem. Se o atleta faz isso e ganha uma vantagem esportiva, ele certamente entendeu que tinha razões para fazê-lo... Mas se nós olhamos para ele fazendo isso e elogiamos esse ato, então estamos indo contra as premissas acima listadas. Há que se reprovar quando isso é feito! 

No futebol inglês, por exemplo, um dos maiores pecados que um atleta pode fazer é simular uma falta! Por quê? Por que os ingleses gostam de futebol bem jogado?  Não, porque eles entendem que simular é enganar o público, enganar o juiz e receber uma vantagem por meios que ultrapassam a própria competência . Outro exemplo: no tênis, quando um competidor faz um ponto mediante uma bola que bateu na fita e caiu na quadra do adversário, ele se desculpa! Por quê? Por que é um tonto? Não, porque também aí o tenista entende que ganhou uma vantagem fora da sua competência. Há outros exemplos menos claros de respeito ao adversário, ao público e aos árbitros, mas não é esse objetivo desse texto. Quero falar sobre a ideia da prática esportiva.


Qual é a ideia? Em linhas gerais - e me perdoem por não usar uma bibliografia mais aprofundada para explicar essa ideia - a premissa básica de qualquer jogo é a de que competidores se enfrentarão em igualdade de condições e quem for o melhor vai vencer. Quando um competidor se utiliza de fingimento, de violência, de subterfúgios para prejudicar o adversário, então ele está ganhando uma vantagem que não estava prevista, logo o cerne do esporte se perde. 

É claro, que o dinheiro no esporte em âmbito profissional criou grandes distorções sobre a questão da igualdade de condições, mas o espírito do esporte - malemal -  ainda continua. Atletas podem ser melhores ou piores, mas continuam concordando em seguir regras e comportamentos para determinar quem vence. 

É verdade também que o futebol brasileiro tem sido um mundo à parte com os torcedores intolerantes, dirigentes que não entendem nada de esporte, árbitros e técnicos extremamente pressionados e atletas que sabem que com a própria competência não vão conseguir chegar ao êxito. De forma alguma ignoro o contexto... O que me incomoda muito é vermos tudo isso e naturalizarmos a situação. 

Será que o ganhar a qualquer custo é aceitável? Foi por isso que nos apaixonamos pelo esporte? Quando brincamos com os amigos, com nossos parentes, ou com desconhecidos, vale tudo para vencer?  Então por que no esporte de alto rendimento achamos isso normal? Afinal de contas são eles, os profissionais, os mais bem preparados para conseguir vencer por suas próprias competências.

Por que queremos isso?  Ganhar enganando o adversário, não querendo jogar, sem nos valermos da própria competência,  tem o mesmo sabor?  E pra quê? Para fazer pouco  do amigo, se divertir com os memes da internet ou descontar uma frustração que vem de outras áreas da nossa vida?  Qual o problema de perder um jogo? Qual o problema de ser rebaixado em um campeonato?  É triste, sem dúvida, que é... Mas não é uma doença terminal, a morte de um parente, a nossa própria morte... Nada que justifique fazer tudo que é aceitável e inaceitável para ganhar. É esporte, não é sobrevivência.  

Meu pai sempre me disse uma frase que segue me incomodando muito e que é extremamente verdadeira. "Hoje o que importa não é ganhar e sim derrotar".  

Pode parecer um jogo de palavras, mas não é... Vale pensar a respeito. 









quinta-feira, 19 de julho de 2018

Saga FM: Rio Ave/Celta/Everton - Capítulo 8


De volta após um longo inverno para trazer mais um capítulo da nossa saga.  Sinto que é meio que uma obrigação fechar essa história para que o registro fique na internet. Não, não é o último capítulo e não, não sei quando vem o próximo... Mas vamos lá! 

Depois de salvar o Everton do rebaixamento na temporada 20-21, tratamos de iniciar a reformulação do time para buscar coisas maiores no ano seguinte. A diretoria falava em meio de tabela, mas eu me propus a buscar uma classificação para a Liga Europa. O caixa estava em ordem e por isso fomos às compras. 

Era primordial achar um goleiro, já que Mandanda foi um quebra galho para seis meses. Assim, após muita pesquisa e muitos e muitos nãos, conseguimos trazer 


Jack Butland! Goleiro que na vida real foi para a Copa do Mundo de 2018 com o English Team e que no FM estava no Manchester United. Custou uma grana: 27 milhões de euros

Já para a zaga o escolhido foi Antonio Rüdiger, que nessa realidade paralela nunca foi comprado pela Roma e que voltou para o Stuttgart, ficando por lá até nós o comprarmos por 14 milhões de euros. Para a posição de volante chegou Victor Wanyama por 6 milhões e 750 mil euros e que no FM estava no Barcelona (!).  Enquanto a criação de jogadas ficou a cargo de Callum Slattery, jogador promissor na vida real e no FM, mas que ainda assim veio por apenas 6 milhões de euros do Southampton! 

A minha barganha, no entanto, não foi essa e sim....


                            Mario Gotze! Sem contrato após anos e anos de Bayern no jogo, o meia                                             alemão - de 29 para 30 anos no jogo - chegou de graça!  

Bom, ao campo!  Como eu disse em outro episódio, queria fazer dar certo o meu 3-3-1-3 e 3-3-3-1. Então recriei uma vez mais o desenho tático.  Ficou algo assim: 

                                                  Butland (Sweeper Keeper - Atk) 

                                                    Wanyama  (Libero - Atk) 
      Stefan Bell (Central Defender - Stopper)     Antonio Rüdiger (Central Defender- Stopper)


Seamus Coleman (Wingback- Support) Camacho (Ball Winning Midfielder) Masuaku (Wingback- Support) 

                                          Slattery (Advanced Playmaker - Support) 

Podence (Winger- Support)                           Derlis González (Inside Forward- Attack) 


                                        Luciano Vietto (Poacher- Attack) 

Os resultados iniciais foram esses: 



Vejam como demorou para perdermos a primeira! Mas... Derrota justamente para o rival e eliminação na Copa da Liga! 

Com o passar do tempo fui fazendo uma outra formação tática em paralelo, sem os alas e acabei tendo bons resultados também!  Preciso dizer que Mario Gotze foi uma decepção e que o regen Josh Overson parece promissor!  

Na janela de inverno trouxe por empréstimo o zagueiro Dória, os pontas Malcom (!) e Sané (!!!) e ainda o enganche Pablo Hernández, o chileno.  Tudo para tentar afinar algumas lacunas do meu time. Até que deu resultado:



Fomos eliminados das Copas, mas estávamos bem no campeonato inglês, brigando forte não por Liga Europa, mas sim por Liga dos Campeões!  E foi justamente o que conseguimos! 


Embora esse final tenha sido extremamente sofrido!  4 a 2 pro Hull?!  Enfim!  A tabela:


Nada mal para quem estava brigando contra o rebaixamento na temporada passada não é mesmo?  Mas vejam a defesa.... 51 gols sofridos em 38 jogos!  O time da temporada teve como esquema o 3-3-3-1  sem alas! Parece muito estranho, mas até que funcionou a contento!  Ora com volantes marcando os pontas em individual, ora deixando que os ponteiros chegassem ao fundo para lidar com os meus zagueiros:



Será que conseguimos melhorar na temporada 22-23?  Em breve eu conto!