segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Dicionário tático do futebol brasileiro!


A trigésima primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 2016 terminou cheia de emoções, tal qual preconiza o futebol daqui! 

Além de gols, dribles e cruzamentos, tivemos mais uma jornada pródiga em decisões questionáveis da arbitragem, elevando consideravelmente a imprevisibilidade da competição deste ano. Os dirigentes também passaram a se destacar mais nessa rodada, ao decidirem vestir a camisa e colocar a bola e o regulamento debaixo do braço! 

Tem gente que reclama, mas esses são contrários ao que faz o nosso futebol único! 

Já passou da hora de aceitarmos que somos o país do futebol por causa do charme das nossas competições, dirigentes e times. Faz parte da nossa tradição! 

Criticar uma decisão de campeonato emocionante como essa seria o mesmo que ir contra o o grito de raça, o xingamento no tiro de meta, a desculpa do cansaço da maratona de jogos e o pedido de pênalti em qualquer bola que bata acima da cintura do defensor! Ou seja...Tentativas absurdas de acabar com nossos diferenciais e tradições! 

Enfim... Preocupado com tudo isso, decidi deixar a minha contribuição para que sejamos capazes de manter o alto nível do debate. Assim, compilei aqui uma espécie de dicionário de tática do futebol brasileiro: 



Amplitude: É a classificação dos muitos motivos que levam a um fracasso de gestão ou a um resultado não esperado no futebol brasileiro.  Ex: "É muito complicado fazer futebol no Brasil. O calendário é ruim, a qualidade técnica do jogador é baixa, há as convocações para a seleção, o gramado é um pasto...."

Análise de desempenho: É a discussão sobre a performance do time, o trabalho do treinador e de outros profissionais. Ex: Ganhou? Bom! Perdeu? Ruim.
 
Jogar nas entrelinhas: Trata-se do ato de falar sem dizer - e principalmente sem provar - que o campeonato está armado ou que só um time está sendo prejudicado. 

Jogo apoiado: É o movimento de vender uma imagem simpática e de competência para a imprensa e torcida. Mediante a aprovação e empatia do público-alvo, haverá quase sempre o apoio para que qualquer decisão, por mais absurda que seja, passe a ser razoável e correta.

Pressão: É o movimento de insinuar publicamente que os árbitros não estão preparados para determinado jogo, ou relembrar que seu clube foi prejudicado na rodada passada. A pressão pode variar em:

a) Pressão média: quando o dirigente aparece para dar coletiva ao lado de um jogador ou treinador, mesmo sem ter assunto para tratar.

b) Pressão alta: quando o dirigente convoca uma coletiva de imprensa para falar mal da arbitragem e insinuar manipulação no campeonato.  

Profundidade: É algo a ser evitado a todo custo quando o assunto for futebol. Apenas debates e temas rasos devem ter tempo na televisão ou no boteco. 

Transição: É um momento específico do clube que dura 38 rodadas no campeonato nacional. Os times estão sempre em transição de algo para outra coisa, sem no entanto chegar a lugar nenhum. Trata-se de um expediente muito útil para justificar derrotas ou trabalhos aquém do esperado.


Triangulação: Diz-se da troca de declarações entre três partes. Normalmente ela se dá com o dirigente opositor ligando para um jornalista para plantar uma notícia falsa a fim de desestabilizar quem está no poder. O jornalista então não checa a informação e divulga para o público, que é o vértice final do triângulo e que pode pressionar o mandatário vigente. 

Verticalidade: É a relação do presidente do clube com os demais setores da agremiação, mesmo que o mandatário não tenha experiência ou conhecimento para tomar decisões em outras áreas. Ex: Ao demitir o treinador que teve três resultados ruins o presidente diz: "Essa diretoria peca pela ação e não pela omissão". 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Elencão 2016

Ontem a caminho do Pacaembu eu e os excelentes Guilherme Pradella, Raphael Prates e Roberto Lioi fizemos um exercício de imaginar os elencos brasileiros sem treinadores para prever a posição final das equipes.

Não lembro a opinião específica de todos, mas em linhas gerais (e o que eu ficar na dúvida vai ser da minha cabeça) chegamos a essa tabela.

*Imagine os times como se fossem no Fifa, com atributos dos jogadores e sem esquema tático, momento ou características do treinador e do clube envolvidos na análise


1- Atlético Mineiro
2- Palmeiras
3- Flamengo
4- Cruzeiro
5- Fluminense
6- Santos
7- Corinthians
8- Grêmio
9- Internacional
10- Sport
11- São Paulo
12- Atlético Paranaense
13- Botafogo
14- Ponte Preta
15- Chapecoense
16- Vitória
17- Coritiba
18- Figueirense
19- Santa Cruz
20- América Mineiro

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Saga FM: 03 - Consolidação do OM

Na segunda temporada obtivemos o primeiro título ( a Copa da França) e um jeito de jogar nosso já era uma realidade. Entrando na temporada 17-18 a ideia era alçar voos maiores e para isso a conta bancária seria nosso auxílio! 




- Andrés Guardado para jogar como segundo volante e ala esquerda
- Cerci para desequlíbrio no terço final das jogadas ofensivas
- Diego Alves para rodar com Mandanda entre Champions e Ligue 1
- Santi Mina para ser opção de banco e prospecto para os anos vindouros
- Gary Cahill para a zaga ao lado de Dória e Rekik
- Nampalys Mendy para o banco de Diarra
- Honda para rodar com Cabella como camisa 10
- Kiessling para ser o nosso centroavantão de área no caso de Batshuayi não funcionar.

Os demais foram apostas para o futuro! Vamos aos resultados!



Passamos para o grupo da Champions com Arsenal, Dortmund e Celtic e apesar de alguns tropeços nos demos muito bem nas duas frentes. Em destaque o triunfo contra o rival Paris St. Germain! 


Ignorem aquela derrota de 6 a 2 e o 3 a 1 sofridos para Arsenal e Paris St. Germain!  Foquem na "vingança" de Adrián Ramos aqui do lado direito! Brincadeiras à parte, fomos ao mercado em janeiro atrás de dois meias para dar mais criatividade ao nosso insano e veloz time. Conseguimos excelentes barganhas nas figuras de Adama Traoré e Charles Aránguiz! 

Nem tudo foram flores, no entanto, de forma que na Ligue 1 seguimos bem, mas na Champions não fomos páreos para o City! 




A Copa da França e a Ligue 1, no entanto foram nossas!


E aqui o time da temporada 17-18 para deleite dos nossos scouts e "contratadores" 



sexta-feira, 8 de julho de 2016

O defensor universal!

O pensamento ressurgiu numa brincadeira inocente.

Durante uma das edições do Globo Esportivo debatíamos fora do ar a real qualidade de jogadores como Rodrigão, centroavante do Santos. Meu ponto era o de que o bom era o que fazia o esperado... O contraponto era falar sobre qualidade técnica.

A ideia que me centrei foi a seguinte: no futebol atual só há espaço para dois especialistas em campo: o goleiro e o centroavante fazedor de gols.

Há controvérsias,é claro, e nem todo centroavante é um especialista, mas se existem posições na qual ainda há espaço para especialistas são essas duas. Não é mais possível trabalhar em alto nível com laterais que só apoiam ou que só defendem. Ou então com volantes que só marcam e meias e ponteiros que só atacam... O que nos leva a pensar sobre os zagueiros.... Aí veio minha dúvida.

Em tese eles também podem ser especialistas, mas cada vez mais essa noção também vai se dissolvendo e a Eurocopa é um excelente exemplo: os zagueiros foram armadores!

Parece um caminho óbvio... Durante os últimos anos o futebol mundial de alto nível se concentrou na busca por espaços. Ter a posse de bola em última análise não é ficar com ela apenas, mas sim estreitar e ampliar o campo a fim de achar espaços. Defender sem a posse de bola também não é simplesmente manter a bola longe, mas sim controlar o espaço delimitado ao adversário para trabalhar e ameaçar a meta que se protege...

Por isso ressurgiu o falso 9, por exemplo! Para buscar o espaço dentro do campo, Messi e outros saíram da referência e buscaram o vazio entre zagueiros e volantes. Agora nem mais para esses há tanto espaço, de maneira que começar o jogo lá de trás parece ser um caminho!

Na Euro 2016 três times utilizaram zagueiros armadores com mais afeição: Itália, País de Gales e Alemanha, sobretudo contra os próprios italianos. 

Aquela partida é um pouco atípica pelo fato de Alemanha e França se utilizarem de sistemas espelhados que privilegiam a saída de jogo com os zagueiros, mas pode ser uma tendência: 

Nos duelos de 5-3-2/3-5-2 e negação de espaços Hummels lança da defesa para Schweinsteiger

Bonucci faz um passe rasteiro que quebra as linhas alemãs e que permite à Itália chegar ao ataque


Os 11 alemães estão no campo de ataque (Kimmich fora do frame) e sem espaços, Boateng acha um lançamento excelente para Hector. 
Aqui em vídeo via @Felipeavr: 


Importante observar que, na minha modesta visão, não se trata de chutão para ver no que é que dá, mas sim de bola trabalhada até o espaço ser aberto:

Outra vez. O espaço abriu e Bonucci achou Giaccherini

Como tinha achado contra a Bélgica, por exemplo...
Aqui em vídeo via @Felipeavr:: 



E não é algo exclusivo de Itália e Alemanha. Gales também fez isso com Ashley Williams subindo muito e a própria Juventus também já teve seus momentos. No Brasil lembro muito de São Paulo x Coritiba em 2015, quando Lucão iniciou duas jogadas de gol com lançamentos para Pato



Osorio preconizava passes até a formatação ofensiva e incentivava os zagueiros a lançarem e avançarem
 com a bola


Mas os zagueiros criadores não se resumem a lançamentos e chutões. O posicionamento e avanço deles no momento certo podem quebrar as linhas do adversário e causar danos. Voltemos aos alemães contra os italianos... 

Aqui estão os três zagueiros da Alemanha no campo ofensivo. Howedes à frente do meia armador, Boateng opção de retorno e Hummels se projetando no espaço vazio. 

Falando em espaço vazio... Que tal esse?! 

Hummels também achou bom e veio participar. 

Agora vamos pensar... E se fosse de repente um meia armador ou ponta na zaga? Um Douglas Costa capaz de quebrar linhas? E se ele atuasse como zagueiro? Espaço gigante vindo de trás com possibilidade de projeção... E se fosse um defensor com essas características? 

E se houvesse ousadia e espaço para uma linha de três zagueiros com:

- Um carregador de bola 
- Um lançador 
- Um driblador

Já imaginaram o estrago? 

Nada de especialistas por aqui! O defensor universal está a caminho!




sexta-feira, 24 de junho de 2016

Osorio quis ser Bielsa, mas devia ter tentado ser Osorio...

Revi hoje o México 0x7 Chile e me permito uma análise aqui dos motivos que levaram a essa "paliza" dos chilenos contra os até então invictos comandados de Juan Carlos Osorio.

Os desenhos táticos foram semelhantes: ambos partindo de um 4-3-3 com desdobramentos em ações ofensivas. A qualidade chilena, no entanto, sobretudo no meio, era muito maior. O trio de La Roja foi Vidal, Aránguiz e Diaz contra os mexicanos Dueñas, Guardado e Herrera. Já no ataque se Puch não é aquela maravilha, Vargas e Sánchez são capazes de mudar uma partida (e fizeram isso), enquanto Chicharito, em jornada apagada, foi flanqueado por Lozano e Corona, que ainda não tem o mesmo nível dos adversários.

Mais do que qualidade, no entanto, a afeição aos sistemas de jogo propostos pelos dois treinadores me parece o diferencial. Além de terem um entrosamento muito maior, os chilenos estão tremendamente acostumados a jogar como jogaram e aqui cabe notar: Pizzi abriu mão de algumas convicções iniciais e apostou definitivamente no Chile sufocante e veloz que vem sendo construído desde o período Marcelo Bielsa. 

Do outro lado, Osorio fez o mesmo... Sim, quis ser Chile sem ter jogadores acostumados e entrosados para isso.

Explico: na véspera do jogo o comandante do selecionado mexicano fez elogios a Bielsa dizendo que ele era um dos melhores treinadores do mundo e que era uma grande influência no trabalho dele. Adicionou ainda que esse era um jogo para ver em que nível o México estava e se era capaz de se impor contra um adversário de tamanha qualidade.

O problema é que o "impor" se tornou uma briga de igual pra igual, com ampla vitória de quem faz isso há mais tempo, com melhores jogadores e maior entrosamento.

Desde o minuto inicial o México pressionou o Chile em todo o campo, buscando retomar a bola e atacar rapidamente. A equipe até conseguiu fazer isso, mas como os chilenos também pressionavam, os mexicanos foram levados a abusar dos lançamentos pra tentar pegar o adversário desprevenido. Não foram raras as vezes em que Guardado, Layun, Dueñas e Herrera dominaram a bola para imediatamente lançar sem sucesso Chicharito, Corona e Lozano...

Bola afastada pela zaga mexicana cai nos pés de Guardado. São sete mexicanos na defesa contra seis atacantes do Chile, o que significa dizer que há três mexicanos contra quatro no ataque da equipe da Concacaf. Guardado mesmo assim opta pelo lançamento para Corona (número 6) 


Ainda em inferioridade númerica, Corona tenta algo, mas está grudado na lateral e nada consegue fazer.

Já do outro lado, Vidal, Aránguiz e Diaz tinham movimentos coordenados e um Alexis Sánchez inteligentíssimo, capaz de dominar, driblar e abrir espaços. Somem a isso o apoio constante e sem oposição de Beausejour e Fuenzalida e temos a receita para o fracasso rotundo.

O 1 a 0 foi o primeiro golpe, mas acordou os mexicanos, que passaram a trocar mais passes antes de arriscar tanto. Era um México mais parecido com o que enfrentou e venceu o Uruguai: achando espaços com calma, antes de sair em desabalada carreira... Era um México mais Guardiola e menos Bielsa.

Mas como assim? Sim. Eu estive na apresentação de Osorio no São Paulo Futebol Clube e lá perguntei para ele qual era a ideia de jogo e sobre como funcionava a pressão alta na visão dele. Ele disse que o melhor jeito de construir o jogo e pressionar o adversário era trocar ao menos 15 passes antes de atacar de forma contundente (algo que Guardiola já fez muito), assim, se a bola fosse perdida todos estariam em posição e próximos dela pra pressionar e impedir o contragolpe. E se pararmos para observar o São Paulo fez muito isso na curta passagem do colombiano por aqui.... O time trocava passes com todos os atletas até estar bem posicionado e então atacava, tentando roubar a bola tão logo ela fosse perdida...

O "México Guardiola"  foi superior ao Chile até os 40 do primeiro tempo, cedendo pouco depois o 2 a 0.

Na segunda etapa Osorio trocou peças e o México iniciou com mais paciência. A pressão bielsística/sampaolística chilena, no entanto, levou Herrera a errar a saída de bola, dando o 3 a 0 para os chilenos.

Daí pra frente o México voltou a ser o da correria e pressão descoordenada, se tornando presa fácil dos ditadores de ritmo e técnicos Vidal e Aránguiz. Somem a isso o descontrole emocional dos mexicanos e temos um 7 a 0 histórico.


Lance do quarto gol chileno: o México tinha a bola, mas perde e marca de forma totalmente descoordenada. Olhem a distância do meio pra defesa. 


Zagueiro sai no bote e Vargas tem caminho livre

Na coletiva pós-jogo Osorio assumiu que errou no planejamento e escolha dos jogadores e afirmou que "em sistemas espelhados a qualidade individual aparece" e "que nesse sentido os mexicanos não estiveram à altura. Dribladores não ganharam, duelos foram perdidos a todo o tempo."

Osorio quis ser Bielsa, mas devia ter tentado ser Osorio...


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Saga FM: 02- Reconstruindo o Marseille

Findada a primeira temporada no comando do Marseille era hora de remontar/montar o time para buscarmos ao menos um título. A Liga Francesa seria muito difícil, mas acreditávamos que uma ou duas copas no país seriam plenamente possíveis, enquanto a Liga dos Campeões seria um objetivo bem secundário tendo em vista a dificuldade de obter qualquer coisa.

Bom, a primeira coisa que precisávamos era substituir os atletas que estavam no clube por empréstimo apenas. Eram eles:

Isla - Lateral direito
Manquillo - Lateral direito
De Ceglie - Lateral esquerdo
Lucas Silva - Volante
Cabella - Meia-atacante
Thauvin - Meia-atacante
Fletcher- Atacante

De todos esses apenas De Ceglie teve preço acessível! Adquirimos o italiano por 1 milhão e meio de euros.

Isso nos obrigava a buscar no mínimo mais dois meias, um lateral direito e um atacante, bem como um volante pra dividir as obrigações com Diarra e Romao.

Primeiro fomos ao mercado dos sem contrato! Por lá estavam o volantão Mathieu Flamini, ex-Arsenal, e Gastón Ramirez, meia criador, ex-Middlesbrough e Southampton, uma espécie de Ganso uruguaio...

Já pro ataque, Adrian Ramos estava à venda pelo Dortmund e eu não titubeei! 2 milhões de euros no moço pra rotacionar com Batshuayi!  Na lateral direita nossos olheiros trabalharam muito bem ao pontuar as valências do austríaco Florian Klein, que estava no Espanyol e que chegou por 3 milhões de euros!

A cereja do bolo, porém, veio da Dinamarca! O extremo Pione Sisto, então com 21 anos, tinha uma excelente avaliação dos meus olheiros e cláusula rescisória de 8 milhões e meio de euros Pagamos com gosto!



Nessa lista estão mais algumas transações a serem explicadas! Na zaga, Dória voltou de empréstimo para fazer dupla com Nkoulou, tendo Rekik como reserva imediato, mas era necessário mais um atleta para as partidas em que três zagueiros fossem usados. Por isso trouxemos por empréstimo Kevin Wimmer, do Tottenham. Já Van der Vaart, em fim de carreira, foi um jeito de ter um atleta com excelente finalização de fora da área, posto que era ocupado por Lucas Silva.

Por fim, Florentin Pogba e Juan Rausch foram apostas para o futuro, com o primeiro sendo uma espécie de novo Manquillo, enquanto o segundo teve que ficar nos reservas pela impossibilidade de inscrevermos mais de quatro "não-europeus".

Vamos aos jogos?


Viram aí a minha humilhante derrota para o Paris St. Germain por 6 a 1 né? Viram aí o grupo da Champions né? Juventus, City e Kobenhavn! Bom, sabem aquela vitória ali por 3 a 2 em casa contra a Juventus? Me garantiu nas oitavas da Champions devido à combinação de resultados e vantagem minha no confronto direto contra os italianos!

Em novembro, no entanto, estava claro que Gastón Ramirez não me ajudaria... Que Van der Vaart tinha mais momentos ruins do que bons, que Flamini era sinônimo de cartões e que Nkoulou tinha se tornado uma figura completamente descompromissada.... Pra piorar, Sisto, Alessandrini, Dja Dje Dje e Romao sofreram lesões graves que os afastaram pela segunda metade da temporada inteira... Tínhamos que ir ao mercado de verão!


Que sorte a nossa! Apesar de ter retornado ao Newcastle, Cabella voltou a ficar chateado com a situação dele na Inglaterra e o clube aceitou a venda por 8 milhões e meio! Nosso criador estava de volta! Além dele também chegaram substitutos para os lesionados, todos por empréstimo! Bittencourt para suprir Sisto e Alessandrini, Trippier, lateral direito, pro lugar de Dje Dje e o volante Onazi pra vaga de Romao.

Com eles aconteceu o seguinte:


Sim! Na Champions pegamos o Barcelona e vencemos em casa por 1 a 0! Mal podia acreditar no feito! Era só jogar bem fora de casa e a vaga seria nossa! Já me imaginava sendo o novo Simeone e.... E... E então isso aconteceu:


É....  No intervalo 1 a 0 pra eles... No fim, 7 a 0... Um daqueles jogos em que a vontade de ganhar tira a vontade de perder de pouco....


Bom, na Ligue 1 estávamos em segundo lugar atrás do Monaco de Marcelo Bielsa (!!!!!!), mas à frente do St. Germain!


Chegamos à decisão da Copa da França, mas perdemos a chance de título da liga nessa sequência de derrotas para Angers e Lyon... Mas de alguma forma fiquei feliz pelo mestre ter conquistado o campeonato!


E claro, fiquei feliz com a possibilidade de ganharmos o nosso primeiro título! O adversário na decisão da Copa da França era encardido, mas não favorito: o Rennais, que chegou em quinto no campeonato. O jogo foi bem difícil, mas...


Nosso primeiro título veio! E nosso time da temporada foi esse:



Vejam que de novo Batshuayi me salvou muitas vezes! 30 gols em 48 jogos! O cara é um monstro! Por outro lado, Ocampos não repetiu os 25 gols da temporada anterior, enquanto Cabella, apesar de não aparecer nesse 11 ideal da formação de três zagueiros, foi um dos melhores assistentes ao lado de Klein!

Klein, aliás,que foi eleito o jogador dos torcedores nessa temporada.

Será que conseguimos o título francês na temporada seguinte?!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Saga FM: 01- Milasevan e o Olympique de Marseille

Vocês se lembram daquelas várias promessas de que eu iria abandonar o Football Manager 2016? Que era impossível?! Que não fazia sentido?! Que a máquina sacaneava?!  Pois é...  Alguma mão invisível do mercado e do destino resolveu dar um jeito nisso pra mim e meu HD com o save do Swansea/Leicester se perdeu... 

Mas, eu preciso dizer uma coisa pra vocês... Eu tenho um problema! Sim. Tal qual a droga que faz bem e mal ao mesmo tempo eu resolvi voltar à coisa... Resolvi reinstalar o FM 16 no novo HD e iniciar mais um save - o derradeiro, disse eu... 

Bom, o que fazer neste que seria meu último save? Minha última esperança de tentar dar certo nessa porcaria?! Resolvi apelar... Ele teria que voltar... 

Santiago Milasevan... 

Pra quem não acompanhou os meus idos de 2014 e 2015, fiz na Trivela algo inédito nos grandes sites de esportes do país ao contar como foi o meu save no FM 2012. Naquele primeiro post em março de 2014 eu explicava como nasceu o meu alter-ego Santiago Milasevan, um uruguaio estudioso, mas linha dura que tinha entre as metas repetir os passos de Marcelo Bielsa com o mesmo estilo e ideias de El Loco. Naquele save ele assumiu o Instituto de Córdoba e conquistou o mundo (sim, literalmente o Mundial de Clubes). Nada melhor do que ele voltar para esse save do 2016, já que se não fosse ele ninguém mais conseguiria sucesso. 

Mas aonde ele voltaria? Rá! Nada melhor do que também literalmente seguir os passos do mestre... Em uma reviravolta digna de Congresso Brasileiro a dona do Olympique de Marseille, Margarita Louis-Dreyfuss, ordenou que o presidente Vicent Labrune buscassem um novo Bielsa, capaz de dar seguimento ao que o argentino tinha feito no clube, mas que acabou sendo destruído pela falta de diálogo e vendas incessantes de atletas importantes. Assim, o OM contratou Santiago Milasevan, que tinha em seu currículo um Mundial de Clubes, três Libertadores e infindáveis títulos argentinos. É bem verdade que muitos deles foram entre 2018 e 2022, mas o time space continuum tá aí pra isso... 

O time

Sem muita grana, mas conhecendo bem os atletas, decidimos não contratar ninguém pra sequência da temporada. O grande desafio seria criar uma tática de alta pressão, roubada de bola rápida e velocidade pelos lados nessa mecânica do FM 16, que é bem diferente das dos outros games... 

A ideia inicial era fazer um Olympique de Marseille muito parecido com o da temporada 2014-15 com o time transitando entre o 3-3-3-1 e o 4-2-3-1. Formação com três zagueiros contra times com dois atacantes e formação de quatro defensores para equipes com um atacante. 

As "Roles" dadas aos atletas inicialmente foram as seguintes: 

Sweeper Keeper (já que jogaríamos com linha alta de defesa)

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Wing Back Support pela direita (ideia é subir e atacar sempre pelos lados, mas ainda assim voltar rápido pra recompor)
Central Defender Defend 

Central Defender Defend  (tentei Stopper, mas a linha de quatro fica completamente desfeita)

Wing Back Support pela esquerda

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Central Midfielder Defend  (tentei Ball Winning, mas acaba com a linha de defesa
Box to Box Support  (nosso segundo volante) 

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Winger Support pela esquerda (ideia é ter atletas em várias linhas e suporte atrás caso fosse necessário)
Advanced Playmaker Support (nosso maior criador de jogadas) 

Inside Forward Attack (quem vai ajudar nosso centroavante)

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Complete Forward (de tudo um pouco pra esse moço!)



 E até que não fomos tão mal na Liga: 























Na Liga Europa caímos nas oitavas de final para o Tottenham, depois de termos sido primeiros no grupo e passado pelo Anderlecht na segunda fase. Na Copa da França caímos nos rounds inicias para o modestíssimo Nîmes Olympique, enquanto na Copa da Liga fomos eliminados pelo Monaco no quarto round. 

Bom, nada mal pro primeiro ano, mas pro segundo precisamos contratar e, principalmente, dar um jeito de manter no elenco a grande quantidade de atletas emprestados (Isla, Lucas Silva, De Ceglie, Cabella, Thauvin, Fletcher, Manquillo...).