quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Saga FM: Rio Ave/Celta - Capítulo 6


Depois do sexto lugar no Campeonato Espanhol e em linha com o projeto do Celta quando da nossa contratação, iniciei a temporada 2020-21 com o objetivo de rejuvenescer o elenco e trazer jogadores de potencial que pudessem elevar o time de patamar num futuro próximo. 

Na última temporada já haviam chegado os regens Julian Angulo, ponta direita colombiano que veio do Santa Fe por 350 mil euros, e o zagueiro/lateral Jesús Lunari, que chegou do Newell's Old Boys gratuitamente. Ambos tinham avaliação de potencial quatro estrelas! 

Nessa temporada chegaram, na mesma linha de pensamento - e de regens - o centroavante Max Lambert Ekwalla, de 18 anos, que veio do Kadji Sport Academies de Camarões, o goleiro Troy Gouffran de 20 anos que veio do CS Sedan Ardennes da França e o turco Serhan Barutçu, volante de 20 anos que estava no Bursaspor e que chega por 675 mil euros. 

Esses jovens e outros que já estavam no time aguardando por mais oportunidades como o meia Alex Ubeira, o também meia Roberto Pérez e o zagueiro Ivan Goméz, ambos regens, devem formar os reservas do time, com a equipe que encerrou o ano passado sendo quase a mesma - sem Aspas que deixou o clube ao final do contrato por não termos ido à Liga dos Campeões -, mas com reforços de algum peso como:


Andreas Pereira! Meia que na realidade está no Valencia e que jogou no Granada na última temporada, mas que no FM veio de graça do Stoke City

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Vicente Iborra, que enfim deixou o Sevilla no FM e que chega de graça ao Celta de Vigo! 


Sheyi Ojo, atacante de lado de campo que veio de graça do Liverpool, e Joel Ward, lateral inglês de 31 anos que estava no Everton, que joga nas duas e que será essencial para usarmos uma variação interessante com alas de pé invertido. 

Por outro lado deixaram o clube o lateral-direito Douglas, o atacante Beauvue, o goleiro reserva Blanco e o volante Sérgio Álvarez, homônimo do nosso goleiro. 

Decidi iniciar a temporada com o 3-3-3-1 que estava tentando aperfeiçoar. Lembrem-se: no papel era um 5-2-2-1, mas na movimentação ficava quase o que queríamos. Antes de iniciarmos a pré-temporada, no entanto, houve o anúncio de que o clube estava trocando de dono e que por isso não poderíamos mais contratar. Paciência...

Iniciamos os amistosos com 

Sérgio Álvarez  (SK-A) 

Ward (Inverted Wing Back - S), Héctor Herrera (BPD-Stopper), Amat (BPD-C), Lunari (BPD-Stopper)  e  Milton Casco (Inverted Wing Back - S) 

Radoja (Ball Winning Midfielder -S) e Andreas Pereira (CM-A) 

Drazic (IF-A)                                                        Perisic (IF-A)

Borja Bastón (TM-A) 


E os resultados da pré-temporada foram uma vitória por 3 a 2 contra o Everton, uma derrota por 3 a 1 para o meu ex-time, o Rio Ave, e uma vitória por 1 a 0 contra o Bilbao. Até que de repente.... 


... 
...
...


Pois é... De nada adiantou o meu sexto lugar na última temporada e ideias para essa... O novo dono do Celta, Jeremy Peace, decidiu me demitir e contratar Luciano Spalleti.  Fiquei pê da vida... Tantos planos, tanto tempo scouteando o mercado...  

Vida que segue.... Passaram-se quase cinco meses até que alguns clubes viessem atrás de mim.  O primeiro foi o Torino, que já havia me procurado no passado. A princípio me mostrei interessado, mas não houve acordo pois eles queriam jogar futebol defensivo e com contratações de peso e eu não queria isso.  Depois foi o Ajaccio da França, mas queriam futebol defensivo e de bola parada, enquanto no  Málaga, que estava na segundona espanhola estava tudo bonito: seria interessante devolver o time à divisão de cima e usar o grande orçamento para montar um time com jovens de potencial. No entanto, eles é que não quiseram... 

Até que veio o Everton! Enjaulado na zona do rebaixamento da Premier League e que enfrentava dificuldades desde que caiu para a Championship na temporada 16-17 (!!!!). Ainda assim era um clube rico e com as mesmas ideias de futebol que as minhas: 

- Jogar pra frente
- Contratar jovens
- Desenvolver jovens 
- Jogar com a posse de bola

Dessa vez houve acordo!  



Chegamos ao Everton na zona do rebaixamento com a missão de impedir um novo descenso na história do clube. Será que conseguiremos? 




sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Uma explicação para o vareio do Galo contra o São Paulo

O vareio do Atlético Mineiro contra o São Paulo no primeiro tempo do jogo no estádio Independência merece atenção especial pela forma como se deu. Embora as teses sobre capacidade de Dorival Júnior, compromisso dos jogadores e outros tanto fatores extra-campo tenham sido reproduzidas, no campo bola, o que fez a diferença foi a intensidade do setor ofensivo do Atlético e as constantes trocas de posições do trio de frente com o apoio dos laterais. 

Em relação ao esquema tático, os dois times entraram da seguinte maneira:

O São Paulo no 4-1-4-1 usual e o AtléticoMineiro no 4-2-3-1. A diferença, no entanto, é que Robinho, apesar de inicialmente ser o meia armador central, caiu demais pela esquerda, enquanto Valdívia também foi por ali. Resultado: dois contra o lateral direito Éder Militão, que até se saiu bem, mas que precisava de auxílio.  Não poderia ser Marcos Guilherme, já que Fábio Santos também deveria ser vigiado, o que nos leva a apontar para Jonathan Gómez.  De fato ele poderia ajudar por ali, mas havia também a necessidade de tirar as subidas de Roger Bernardo. Entendo que o posicionamento de Petros era mais importante nessa questão.

De forma alguma estou falando em marcação individual e perseguições pelo campo fora do setor, mas do jeito que a partida foi sendo construída, Petros ficava entre as duas linhas sem ninguém para marcar. Em tese, seria o meia centralizado, mas Robinho caía para a esquerda quase sempre. Por isso Gómez corria de um lado para o outro sem achar ninguém.  Abaixo um dos melhores lances do Atlético, sempre trabalhando na entrelinha, e deixando o São Paulo perdido. 


Aqui Petros acabou cobrindo Gomez, que tinha ido dar combate no lado do campo.  O problema, é que o espaço entre as linhas ficou vazio e Petros, que normalmente estaria por ali, não estava em Valdívia.  No caso, a bola de Roger Bernardo foi para Robinho, que bateu para o gol obrigando Sidão a grande defesa. No rebote, Fred perdeu.



Já aqui, Cazares veio jogar junto com Robinho. Dois pelo mesmo lado, com Valdívia entrando nas costas da zaga e Robinho metendo bola primorosa. 

Aqui o contrário... Robinho cai para a direita e a bola vem no segundo pau para Valdívia chegar batendo.  

Houve muitas outras situações de dois meias pelo mesmo lado e inversão rápida de jogo, mas os melhores momentos do Globo Esporte.com nos limitam um pouco para chegar a frames táticos melhores. O ponto é: dupla pelos lados quebraram a marcação do São Paulo e inversões rápidas de jogo deixaram o sistema defensivo em parafuso. Não foi uma boa atuação do tricolor, mas os méritos do Galo para que isso ocorresse são inegáveis, bem como a intensidade e a "fome" colocada pelos atletas de Oswaldo de Oliveira no confronto em casa.

Por incrível que pareça, no entanto, o gol do Galo sai de uma cobrança de lateral. No entanto, mesmo neste lance é possível notar Cazares e Robinho próximos e Valdívia fazendo a diagonal.  



Difícil apontar como deveria ser a marcação neste lance, posto que não há impedimento no lateral. Acredito que o maior erro tenha sido a precipitação de Bruno Alves. Valdívia sem ângulo tinha muito menos chances de anotar, do que Fábio Santos na marca da cal. 

Depois do gol o São Paulo passou a trabalhar mais a bola - também com permissão do Galo, que baixou as suas linhas - e até teve chances de empatar. Pratto duas vezes parou em Victor e Jucilei no último lance demorou demais para girar e chutar.  É verdade também que o Atlético poderia ter feito o segundo, mas são riscos que o São Paulo precisava correr naquele momento.



sábado, 30 de setembro de 2017

A chuva ajudou Palmeiras e Santos


A chuva torrencial que caiu na zona oeste de São Paulo na noite deste sábado ajudou Palmeiras e Santos no clássico disputado na arena do alviverde. 

Graças ao grande volume de água e à drenagem ruim de um gramado recém-trocado, os dois times puderam assumir sem constrangimentos a prática de um jogo medíocre. Como a bola "não rolava", ninguém precisou se preocupar em tocá-la e desde o primeiro minuto os lançamentos foram aplaudidos com furor pela torcida única. 



Apostando no bicão pra frente e na gritaria por falta em qualquer escorregão, o Palmeiras tentou, mas não conseguiu fazer o fator casa valer na primeira etapa. No segundo tempo, porém, a pressão contra o Santos foi aumentando e o time alviverde passou também a apostar nos pedidos de pênalti em bolas cruzadas para a área.

Do outro lado, o Santos também fazia frente, queimando bolas para os lados do campo, mesmo sem possibilidades de Bruno Henrique chegar em nenhuma delas e reclamando muito do juiz. Ao todo foram 45 lançamentos e 42 cruzamentos (todos errados) do Palmeiras, contra 48 lançamentos e 9 cruzamentos do Santos, números que mostram a boa produção ofensiva dos dois times dentro de suas ideias. 



Há que se destacar também o grande desempenho do árbitro Marcelo Aparecido de Souza. Em meio ao risco de erros, choques e escorregões no gramado molhado, o juiz pensou na preservação dos atletas e controlou muito bem o jogo, apitando sempre que alguém caía no campo.Ao todo foram 40 faltas apitadas, o que permitiu que o jogo continuasse sem percalços. 

A vitória de 1 a 0 acabou punindo o Santos, que vê a distância para o Corinthians cair para sete pontos e que agora torce para o Cruzeiro não fazer frente ao rival. Do contrário, Levir Culpi e seus comandados serão cobrados para que disputem o campeonato e tentem o título.  

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Crise política

— (...) e para falar sobre esse tema, é com grande prazer que recebemos o analista Ivan Theodoro para o nosso bate-papo de hoje. Ivan, muito obrigado pela sua presença!

— Eu é que agradeço o convite! 

— Bom, pra gente começar... Qual análise o senhor faz sobre esse momento conturbado pelo qual estamos passando?

— Certo. É difícil abarcar todas as questões aqui, mas vamos tentar fazer um exercício nesse sentido. Primeiramente é importante que a gente lembre o contexto no qual tudo isso ocorreu. Se olharmos um pouco pra trás, vamos lembrar que vivíamos uma crise sem precedentes, da qual era difícil sair sem as respostas certas no momento certo. O que quem estava no poder tentou fazer foi não deixar a peteca cair. Até para manter a confiança e seguir em frente era necessário fingir que estava tudo bem, de forma que todo tipo de iniciativa era sempre imaginando o melhor cenário possível e nunca uma permanência do estado anterior. Alguns meses depois, no entanto, as pessoas foram percebendo que o buraco era mais embaixo e que palavras e otimismo não seriam suficientes para mudar a situação.

— Sem dúvida. O senhor diria então que ali começou a crise institucional?

— Sim. O problema é que as soluções arranjadas não iam na direção de solucionar os problemas. Aconteceu meio que um salve-se quem puder e a demagogia e o populismo tomaram conta. Isso no discurso, porque na prática já se imaginava e articulava outra coisa.

— É o que as pessoas estão chamando de golpe?

— Exato. Eu tenho uma resistência grande sobre essa nomenclatura, pois ela foi meio que banalizada nos últimos anos, mas de toda a forma podemos sim entender essa manobra como um golpe político. O que os partidários de lá vão falar, no entanto, é o seguinte: é golpe falar o que as pessoas querem ouvir? Dar o que elas querem? Enfim... Não vou entrar nesse mérito aqui, mas é importante que quem nos acompanha lembre desse contexto porque foi ele que nos levou às soluções drásticas e até certo ponto atabalhoadas que se seguiram. As pessoas queriam uma satisfação. Nos dois sentidos do termo!

— Sim. Mas as soluções mágicas aos poucos foram se mostrando falhas, não Ivan?

— Concordo. O início foi muito bom, mas aos poucos os problemas foram voltando e outros foram aparecendo, mostrando que as questões estruturais ainda estavam longe de serem resolvidas.

— O que nos leva a esse novo cenário de descrença e desaprovação não é mesmo?

— Sim, com um agravante: com militâncias muito agressivas dos dois lados. Parece que reconhecer erros é uma fraqueza hoje! A gente sabe que o caminho não é nem tanto pra um lado e nem para o outro, mas as pessoas estão querendo apenas provar seus pontos de vista.

— O senhor pode nos dar um exemplo disso?

— Eu vejo por exemplo o seguinte: de um lado as pessoas falam que foi um erro a troca no poder. Que deveriam ter dado mais tempo e que uma hora voltaríamos ao caminho. Pode ser que sim. Mas essa é uma conclusão que não tem muita lógica. Nada apontava nesse sentido. A distância de tempo faz com que a gente esqueça como estavam as coisas antes, o que gera essa falsa percepção de que estavam boas, mas não estavam e, infelizmente, as decisões tomadas não eram as mais corretas. Quem defende a administração anterior não vai de forma alguma concordar com o que eu estou falando e para isso vai usar o atual momento para provar o ponto de que não era necessária uma troca. Repito: essa é uma correlação falsa.

— Mas não estamos muito melhor agora não é mesmo?

— De fato. Ainda é muita discreta a melhora, se é que há, e essa crítica deve ser feita sim! O problema, a meu ver, é que há uma herança pesada para a gestão atual. Não a estou elogiando, mas não podemos negar a existência dessa questão. Os processos demandam tempo. A nova administração assumiu sabendo desses problemas e já deveria ter bolado soluções sim, mas há dificultadores que vêm de mais tempo. Da mesma maneira, os defensores dessa gestão não vão reconhecer esses erros e usarão os erros dos antecessores para justificar tudo.

— Sim.

— O que acho importante destacar é que esse debate de antes contra agora faz com que nos esqueçamos de olhar para a situação atual. Quase não se fala sobre o momento que estamos vivendo e das soluções que podemos empregar para melhorar o panorama! Ficamos presos no "esse é melhor", "esse é pior" e não seguimos em frente. O de antes não vai voltar! O de agora ainda pode corrigir, mas nenhum deles é mais importante do que o futuro da instituição.

— Sem dúvida! Essa grande instituição que é o Brasil e que inf...

— BRASIL?! NÃO! Eu tava falando do São Paulo!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Saga FM: Rio Ave/Celta - Capítulo 5

Logo após o pedido de demissão no Rio Ave, alguns clubes me procuraram para saber das intenções sobre a próxima temporada. Fiz entrevistas no Torino, no Burley e me candidatei a uma vaga no Milan. O convite que virou mesmo, no entanto, foi o do...

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Celta de Vigo!

No início da temporada 2019-20 chegamos a um time que havia sido o décimo colocado no último campeonato espanhol e que havia tido essa sequência de treinadores: 


O elenco não era ruim e tinha figuras do porte de Ivan Perisic, Marcelo Diaz, Iago Aspas, Radoja, Casco, Amat, Lucas, Douglas e Borja Bastón. 


Era necessário, no entanto, dar uma cara ao time e, seguindo o pedido da diretoria, rejuvenescer o time com atletas de potencial vindos de outros clubes. Com poucos recursos para montar o elenco, recorremos a empréstimo e trouxemos:


O atacante Patrick Cutrone, que está jogando no Milan na vida real, mas que ainda é um desconhecido no jogo, e os zagueiros Krystian Bielik e Tosin Adarabioyo, que vieram respectivamente de Arsenal e Manchester City. 

A grande contratação, no entanto, foi essa: 



Por apenas 3 milhões de euros, Hector Herrera decidiu deixar o Porto para embarcar no nosso projeto! 


Tal qual no Rio Ave, a ideia era ser um time de alta intensidade, com pressão lá em cima, roubada de bola e jogo pelos lados do campo! Os zagueiros precisavam ser rápidos e todos no time necessitavam de bons atributos de agressividade, teamwork, workrate, tackling e determinação. Assim montamos o 11 inicial dessa forma: 


Sérgio Álvarez (Sweeper Kepper - A) 

Milton Casco (FB-A), Amat (BPD-D), Bielik (CD-Stopper) e Carles Planas (FB-S) 


Nemanja Radoja (DM-D) e Héctor Herrera (DLP-S) 


Dejan Drazic (W-A), Iago Aspas (AM-S) e Ivan Perisic (IF-A) 

Borja Bastón (TM-A) 

Quem cansou de fazer gol, no entanto, foi o super-sub Patrick Cutrone! Todo jogo enroscado ele deixava o dele, o que ajudou o Celta a fazer a seguinte campanha inicial:


Não é um espetáculo, mas duas derrotas em 19 jogos acho que está muito digno para um time que não aspirava muito em uma temporada de reconstrução. A consistência defensiva me chamava a atenção, mas o ataque não estava do jeito que eu queria, de forma que a parada de inverno serviu para mudarmos um bocado as coisas. Primeiramente conseguimos a contratação de mais um zagueiro, já que Bielik não estava aquelas coisas e Adarabioyo tinha pedido para ser devolvido pois jogava pouco. 

Chegou Joe Gomez, vindo do Liverpool. E chegaram também por empréstimo as jovens promessas Alejandro Pozo, ponteiro que veio do Sevilla, Isaac Pereira, regen do jogo e também ponta, e Raúl Soto, regen do jogo e centroavante. 

O esquema inicial saiu daquele 4-2-3-1 com a linha de volantes próxima à zaga e virou um 4-5-1 assimétrico com a seguinte configuração aproximada: 

Álvarez (SK-S) 

Casco (FB-S), Gomez (BPD-D), Amat (BPD-D) e Planas (FB-D) 

Radoja (HB-D) 

Drazic (Wide Midfielder-A), Herrera (DLP-S) e Ivan Perisic (Wide Midfielder-A) 


Iago Aspas (Trequartista-A)

Borja Bastón (Deep Lying Forward-S) 

Essa combinação Deep Lying Forward e Trequartista me foi especialmente agradável, mas os Wide Midfielders não chegavam da forma que eu queria ao ataque, então as jogadas ficavam muito baseadas no que Aspas e Bastón poderiam fazer. Ônus e bônus... Ao mesmo tempo, no entanto, tentava de novo fazer dar certo aquele 3-3-1-3 que nunca consegui fazer no FM 2016... 

Tentei dessa vez da seguinte maneira, com muitas improvisações. 

Álvarez (SK-S) 

Drazic (WB-A), Herrera (BPD-Cover), Joe Gomez (CD-Stopper), Amat (CD-Cover) e Casco (WB-A)

Radoja (BWM-Support) e Aspas (CM-Attack) 


Isaac Pereira/Cutrone (Winger-Attack) Perisic (IF-A) 


Borja Bastón (Complete Forward) 


No campinho era um 5-2-2-1, mas no campo mesmo ficava algo próximo de um 3-3-3-1, mas não do jeito que queria ainda.... De toda a forma os resultados foram esses:






Altos e baixos, mas apesar dos pesares íamos bem... O 3-3-1-3 era uma solução apenas quando saíamos na frente, já que havia pouca familiaridade dos atletas com a formação, enquanto o 4-5-1 estava tendo resultados mistos, como vocês podem ver. A eliminação na semifinal da Copa do Rei foi doída, mas de alguma forma esperada, e o desempenho no Campeonato Espanhol nos fazia sonhar com uma quarta posição que levaria o Celta direto à Liga dos Campeões da Europa. Na reta final da temporada, no entanto... 



Altos e baixos, de novo...Tivéssemos vencido Granada e Córdoba, estaríamos na Liga dos Campeões, mas ao menos ficamos com a Liga Europa. 



Não está tão ruim né? Ainda mais porque a nossa posição prevista pelos jornalistas era a décima segunda! 


O time da temporada foi esse:



Para a próxima temporada já sei que não vou poder contar com Aspas (decidiu deixar o clube ao final do contrato) e terei que viabilizar algo para a saída dos emprestados. No entanto, conforme vocês verão, vou tentar fazer funcionar o 3-3-1-3 de novo e de outra forma! Será que consigo? Poderia me contentar com o que vinha dando certo, mas quero usar esse save para mais do que vitórias... Até porque, ganhar o campeonato espanhol não vai dar né?! 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Saga FM: Rio Ave - Capítulo 4

Depois de perder o Campeonato Português mesmo com uma vantagem de cinco pontos na reta final, o Rio Ave ainda recebeu a péssima notícia de que o Porto não ia deixar mais André Silva ficar no clube para a temporada 2018-19. A diretoria e o técnico Gabriel Dudziak precisavam então trabalhar!

O substituto natural de André Silva era Kevin Lasagna, obviamente, mas era necessário ter outras alternativas, caso o nosso atacante italiano tivesse problemas em assumir essa bronca, ou ainda tivesse problemas físicos.  Assim observamos e contratamos um dos destaques da última temporada em Portugal: o uruguaio Gonzalo Latorre, autor de 10 gols pelo Paços de Ferreira. Ele chega por 1 milhão e 400 mil euros, inicialmente para a reserva.

Também no setor ofensivo buscamos um centroavantão para suprir a saída de Djuric, que não gostou de ficar no banco: o hondurenho Jona Mejía, que chega do Braga por 600 mil euros.

André Silva, não foi a única saída, já que não conseguimos renovar os empréstimos do goleiro italiano Luigi Sepe, e nem do brasileiro Talisca. Também vimos os zagueiros Sol Bamba e Arthur Jorge, além do ponta Toni Calvo, deixarem o time.


Para o meio de campo conseguimos a contratação em definitivo de Cristóforo, que estava emprestado, e obtivemos o retorno de Filipe Augusto, agora por empréstimo, depois de ter sido vendido para o Milan, onde foi pouco utilizado. Além deles chegaram também o meia Esteban Granero, ex-Real Madrid, Oliver Ntchan, ponta direita do Manchester City, o goleiro Vágner, não é o ex-Palmeiras, mas outro, e os zagueiros Bruno Viana, que chegou de graça,  e Diogo Queirós, que veio por empréstimo do Porto.


As duas contratações que mais me inspiraram, no entanto, foram as próximas: dois caras que procurei por atributos e que não estavam nem na lista de transferências e nem eram bem avaliados pelos olheiros.

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Giacomo Tulli, atacante aberto pelo lado do campo de 30 anos que estava no modestíssimo Süditorol de Alto Adige, na Itália, e que chega por 225 mil euros


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Ahmed Elmohamady, ala direita de 30 anos que estava no West Brom e que chega por empréstimo. A ideia por trás dessa contratação foi maximizar aquele estilo de jogo com um ala direito muito avançado e um atacante do lado oposto, concentrando o jogo por um lado e terminando no outro, como nos ensinaram Bielsa e Guardiola.

Bom, vamos ao começo da temporada! Como Sepe, Bamba, Talisca e André Silva saíram, montamos o time inicialmente com:

Carlos Alves (nosso jovem goleiro)

Lionn (WB-Attack), Nelson Monte (CD- Cover), Bruno Viana (CD- Stopper) e Figueras (LFB- Defend)


Filipe Augusto (BBM-S), Wakaso (BWM-S) e Krovinovic (RPM-S)

Ntcham (W-S), Lasagna (CF-A) e Héldon (IF-A)


Na Liga dos Campeões tivemos um azar imenso de cair num grupo com Bayern de Munique, Ajax e Napoli e os resultados não foram bons de início:


Muitos gols feitos, mas muitos gols sofridos... Esse 5 a 5 com o Ajax foi um jogo no qual já estávamos eliminados e passei a testar um esquema tático novo... Um 3-3-1-3 que nunca consegui fazer dar certo no FM 2016. De positivo apenas as boas atuações de Elmohamady, que virou titular da direita. No gol, Carlos Alves mostrou que não estava pronto para a missão de ser o titular do Rio Ave, enquanto Vagner se mostrou abaixo da crítica para esse nível de competição. Os zagueiros estavam uma desgraça e Granero brigou comigo porque queria ser titular incontestável já na quinta rodada.  Ou seja...  Tudo uma porcaria. 



A coisa mudou um pouco de figura, mas à base de muitos empates.... Mas esse momento contra o Celtic aqui embaixo foi um dos mais emocionantes desse save!  Aos 43 minutos do segundo tempo o jogo de volta pela segunda fase estava empatado em 2 a 2, o que garantia os escoceses na próxima fase da Liga Europa. Eis que mando a campo uma formação 1-4-5, com Figueras de centroavante e acontece isso:

                                       

Insólito! Heroico! Seguimos em frente para pegar o Olympique de Marseille, tínhamos duas finais de Copas e... 




Um desastre... Um lixo! Uma porcaria.  Nenhum esquema funcionou mais, todos erraram tudo e a final da Taça de Portugal ainda foi perdida dessa forma (eu sou o de verde): 





Ainda assim encerramos o campeonato com o time na Liga Europa:



E tivemos esse time da temporada:



Só Lasagna fez gols... Os outros... Elmohamady foi eleito o craque do Rio Ave no ano, mas o clima estava tão ruim que eu decidi abandonar o barco. Pedi demissão e decidi aguardar propostas... 

Vieram algumas: Torino, Celta e Burnley. Qual será que eu aceitei? 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Saga FM: Rio Ave - Capítulo 3

No último capítulo falávamos sobre a possibilidade de o técnico Gabriel Dudziak sair do Rio Ave rumo à Hoffenheim, Fiorentina e Villarreal... As propostas de fato existiram, mas no meio da temporada, quando foram rechaçadas em prol do projeto. Elas não se repetiram ao final do Campeonato Português e por isso seguimos com o nosso trabalho em Vila do Conde!

Graças ao terceiro lugar no último campeonato estávamos na Champions League e por isso era necessário reforçar o grupo! Ainda mais porque tivemos saídas: uma dela muito importante: Filipe Augusto, um dos destaques do último campeonato, recebeu uma proposta de 24 milhões de euros. Não tivemos como segurar... O problema? Só recebemos 20% do valor!  Coisa de empresários!  Além dele também saíram Jonathan Del Valle (quase não utilizado), o goleiro Cássio (a idade pesou), o goleiro Mika (que não me agradou), o zagueiro Aníbal Capela (vai dar espaço para o jovem Nelson Monte) e outros reservas  de menor expressão dentro do elenco.

Vamos às contratações!  A melhor delas, já digo, foi renovar por mais uma temporada o empréstimo de André Silva junto ao Porto! Vai saber o porquê, mas eles deixaram de novo!

Já que fiquei sem o meu meia criativo, fui ao mercado de atletas disponíveis para empréstimo e consegui, modéstia à parte, um excelente reforço:

Anderson Talisca! Sem espaço no Benfica, a realidade muda e essa ida ao Besiktas nunca aconteceu aqui no nosso save!

Sem goleiro titular com as saídas de Cássio e Mika, decidi que darei mais rodagem ao jovem Carlos Alves, mas precisaria de um nome mais experiente também e por isso contratamos por empréstimo o italiano Luigi Sepe .

Ainda se uniram ao clube os zagueiros Edgar Ié (hoje no Lille do Bielsa) e Artur Jorge, enquanto para o ataque trouxemos o centroavantão Milan Djuric por 1 milhão e 300 mil euros. A grande sacada do mercado de transferências, no entanto, foi esse homem:

Jordi Figueras! O zagueiro canhoto chega para ser o titular da lateral-esquerda (!!!), mudando um pouco o jeito que defendemos e o jeito que atacamos.

O esquema tático que era o 4-1-2-3 passou a ser o 4-3-3 mesmo! Com a seguinte escalação de início:

Sepe (GK)

 Lionn (FB-Attack)  Bamba (LD-Stopper)   Nélson Monte (LD-Cover) e Figueras (LFB-Defend)

                 Talisca (BBM-Support), Wakaso (BWM-Defend) Krovinovic (RPM-Support)

                            Ukra (W-Support)   André Silva (CF-Attack)  Héldon (IF-Attack) 


Aos resultados: 



Nada de Liga dos Campeões para a gente! Apesar do triunfo categórico contra o Young Boys, perdemos para o Dnipro ainda na classificatória devido ao gol marcado fora de casa. Uma lástima, mas ao menos estávamos bem no Campeonato Português e tínhamos uma Liga Europa para disputar! Algo importante e digno de nota foram as atuações destacadas de Talisca e Krovinovic no meio de campo. Krovinovic que sequer era levado em conta na temporada passada, mas que está sendo importantíssimo! Aliás, lembrem desse nome, porque segundo o Football Manager, vai ser alguém grande no circuito! 



Caímos de forma ridícula na Taça de Portugal, mas seguimos competitivos na Liga Portuguesa e na Liga Europa, ao menos! Em algumas partidas trocamos o esquema, privilegiando a lateral-direita para cruzamentos no segundo pau em uma formação com dois atacantes: André Silva e Lasagna ou Djuric. Para tentar maximizar nossas chances, ainda trouxemos três reforços em janeiro:  Sebastián Cristóforo para a reserva de Wakaso, Ricardo Kishna para rotacionar com Ukra, Héldon e Calvo e Francisco Geraldes para a meia. 


Dessa maneira, chegamos ao fim de janeiro com a liderança do campeonato e em determinado momento (não lembro qual agora) colocamos cinco pontos de vantagem em relação ao segundo colocado!  Mas.... Eis que vem aquela quebra de desempenho tão natural e....


Vitória linda contra a Lazio e título da Taça da Liga à parte, só desgraça... Eliminados da Liga Europa pelo Marseille com gol qualificado, ainda perdemos a liderança do Portuguesão naquele empate com o Paços de Ferreira. Na última rodada tínhamos que vencer o Penafiel e secar o Sporting! Aos 35 do segundo tempo tudo ia acontecendo, mas o Sporting de Slimani, Boyé e Gabigol conseguiu virar para cima do Boavista e conquistou o campeonato. Ainda assim, fomos vice-campeões - melhor resultado da história - e conquistamos a Copa da Liga, nosso terceiro título com o Rio Ave!  


O time da temporada foi esse:


Bom, vamos tentar de novo no ano que vem! E com um agravante.... André Silva não ficará! E agora?!