sexta-feira, 13 de maio de 2016

Saga FM: 02- Reconstruindo o Marseille

Findada a primeira temporada no comando do Marseille era hora de remontar/montar o time para buscarmos ao menos um título. A Liga Francesa seria muito difícil, mas acreditávamos que uma ou duas copas no país seriam plenamente possíveis, enquanto a Liga dos Campeões seria um objetivo bem secundário tendo em vista a dificuldade de obter qualquer coisa.

Bom, a primeira coisa que precisávamos era substituir os atletas que estavam no clube por empréstimo apenas. Eram eles:

Isla - Lateral direito
Manquillo - Lateral direito
De Ceglie - Lateral esquerdo
Lucas Silva - Volante
Cabella - Meia-atacante
Thauvin - Meia-atacante
Fletcher- Atacante

De todos esses apenas De Ceglie teve preço acessível! Adquirimos o italiano por 1 milhão e meio de euros.

Isso nos obrigava a buscar no mínimo mais dois meias, um lateral direito e um atacante, bem como um volante pra dividir as obrigações com Diarra e Romao.

Primeiro fomos ao mercado dos sem contrato! Por lá estavam o volantão Mathieu Flamini, ex-Arsenal, e Gastón Ramirez, meia criador, ex-Middlesbrough e Southampton, uma espécie de Ganso uruguaio...

Já pro ataque, Adrian Ramos estava à venda pelo Dortmund e eu não titubeei! 2 milhões de euros no moço pra rotacionar com Batshuayi!  Na lateral direita nossos olheiros trabalharam muito bem ao pontuar as valências do austríaco Florian Klein, que estava no Espanyol e que chegou por 3 milhões de euros!

A cereja do bolo, porém, veio da Dinamarca! O extremo Pione Sisto, então com 21 anos, tinha uma excelente avaliação dos meus olheiros e cláusula rescisória de 8 milhões e meio de euros Pagamos com gosto!



Nessa lista estão mais algumas transações a serem explicadas! Na zaga, Dória voltou de empréstimo para fazer dupla com Nkoulou, tendo Rekik como reserva imediato, mas era necessário mais um atleta para as partidas em que três zagueiros fossem usados. Por isso trouxemos por empréstimo Kevin Wimmer, do Tottenham. Já Van der Vaart, em fim de carreira, foi um jeito de ter um atleta com excelente finalização de fora da área, posto que era ocupado por Lucas Silva.

Por fim, Florentin Pogba e Juan Rausch foram apostas para o futuro, com o primeiro sendo uma espécie de novo Manquillo, enquanto o segundo teve que ficar nos reservas pela impossibilidade de inscrevermos mais de quatro "não-europeus".

Vamos aos jogos?


Viram aí a minha humilhante derrota para o Paris St. Germain por 6 a 1 né? Viram aí o grupo da Champions né? Juventus, City e Kobenhavn! Bom, sabem aquela vitória ali por 3 a 2 em casa contra a Juventus? Me garantiu nas oitavas da Champions devido à combinação de resultados e vantagem minha no confronto direto contra os italianos!

Em novembro, no entanto, estava claro que Gastón Ramirez não me ajudaria... Que Van der Vaart tinha mais momentos ruins do que bons, que Flamini era sinônimo de cartões e que Nkoulou tinha se tornado uma figura completamente descompromissada.... Pra piorar, Sisto, Alessandrini, Dja Dje Dje e Romao sofreram lesões graves que os afastaram pela segunda metade da temporada inteira... Tínhamos que ir ao mercado de verão!


Que sorte a nossa! Apesar de ter retornado ao Newcastle, Cabella voltou a ficar chateado com a situação dele na Inglaterra e o clube aceitou a venda por 8 milhões e meio! Nosso criador estava de volta! Além dele também chegaram substitutos para os lesionados, todos por empréstimo! Bittencourt para suprir Sisto e Alessandrini, Trippier, lateral direito, pro lugar de Dje Dje e o volante Onazi pra vaga de Romao.

Com eles aconteceu o seguinte:


Sim! Na Champions pegamos o Barcelona e vencemos em casa por 1 a 0! Mal podia acreditar no feito! Era só jogar bem fora de casa e a vaga seria nossa! Já me imaginava sendo o novo Simeone e.... E... E então isso aconteceu:


É....  No intervalo 1 a 0 pra eles... No fim, 7 a 0... Um daqueles jogos em que a vontade de ganhar tira a vontade de perder de pouco....


Bom, na Ligue 1 estávamos em segundo lugar atrás do Monaco de Marcelo Bielsa (!!!!!!), mas à frente do St. Germain!


Chegamos à decisão da Copa da França, mas perdemos a chance de título da liga nessa sequência de derrotas para Angers e Lyon... Mas de alguma forma fiquei feliz pelo mestre ter conquistado o campeonato!


E claro, fiquei feliz com a possibilidade de ganharmos o nosso primeiro título! O adversário na decisão da Copa da França era encardido, mas não favorito: o Rennais, que chegou em quinto no campeonato. O jogo foi bem difícil, mas...


Nosso primeiro título veio! E nosso time da temporada foi esse:



Vejam que de novo Batshuayi me salvou muitas vezes! 30 gols em 48 jogos! O cara é um monstro! Por outro lado, Ocampos não repetiu os 25 gols da temporada anterior, enquanto Cabella, apesar de não aparecer nesse 11 ideal da formação de três zagueiros, foi um dos melhores assistentes ao lado de Klein!

Klein, aliás,que foi eleito o jogador dos torcedores nessa temporada.

Será que conseguimos o título francês na temporada seguinte?!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Saga FM: 01- Milasevan e o Olympique de Marseille

Vocês se lembram daquelas várias promessas de que eu iria abandonar o Football Manager 2016? Que era impossível?! Que não fazia sentido?! Que a máquina sacaneava?!  Pois é...  Alguma mão invisível do mercado e do destino resolveu dar um jeito nisso pra mim e meu HD com o save do Swansea/Leicester se perdeu... 

Mas, eu preciso dizer uma coisa pra vocês... Eu tenho um problema! Sim. Tal qual a droga que faz bem e mal ao mesmo tempo eu resolvi voltar à coisa... Resolvi reinstalar o FM 16 no novo HD e iniciar mais um save - o derradeiro, disse eu... 

Bom, o que fazer neste que seria meu último save? Minha última esperança de tentar dar certo nessa porcaria?! Resolvi apelar... Ele teria que voltar... 

Santiago Milasevan... 

Pra quem não acompanhou os meus idos de 2014 e 2015, fiz na Trivela algo inédito nos grandes sites de esportes do país ao contar como foi o meu save no FM 2012. Naquele primeiro post em março de 2014 eu explicava como nasceu o meu alter-ego Santiago Milasevan, um uruguaio estudioso, mas linha dura que tinha entre as metas repetir os passos de Marcelo Bielsa com o mesmo estilo e ideias de El Loco. Naquele save ele assumiu o Instituto de Córdoba e conquistou o mundo (sim, literalmente o Mundial de Clubes). Nada melhor do que ele voltar para esse save do 2016, já que se não fosse ele ninguém mais conseguiria sucesso. 

Mas aonde ele voltaria? Rá! Nada melhor do que também literalmente seguir os passos do mestre... Em uma reviravolta digna de Congresso Brasileiro a dona do Olympique de Marseille, Margarita Louis-Dreyfuss, ordenou que o presidente Vicent Labrune buscassem um novo Bielsa, capaz de dar seguimento ao que o argentino tinha feito no clube, mas que acabou sendo destruído pela falta de diálogo e vendas incessantes de atletas importantes. Assim, o OM contratou Santiago Milasevan, que tinha em seu currículo um Mundial de Clubes, três Libertadores e infindáveis títulos argentinos. É bem verdade que muitos deles foram entre 2018 e 2022, mas o time space continuum tá aí pra isso... 

O time

Sem muita grana, mas conhecendo bem os atletas, decidimos não contratar ninguém pra sequência da temporada. O grande desafio seria criar uma tática de alta pressão, roubada de bola rápida e velocidade pelos lados nessa mecânica do FM 16, que é bem diferente das dos outros games... 

A ideia inicial era fazer um Olympique de Marseille muito parecido com o da temporada 2014-15 com o time transitando entre o 3-3-3-1 e o 4-2-3-1. Formação com três zagueiros contra times com dois atacantes e formação de quatro defensores para equipes com um atacante. 

As "Roles" dadas aos atletas inicialmente foram as seguintes: 

Sweeper Keeper (já que jogaríamos com linha alta de defesa)

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Wing Back Support pela direita (ideia é subir e atacar sempre pelos lados, mas ainda assim voltar rápido pra recompor)
Central Defender Defend 

Central Defender Defend  (tentei Stopper, mas a linha de quatro fica completamente desfeita)

Wing Back Support pela esquerda

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Central Midfielder Defend  (tentei Ball Winning, mas acaba com a linha de defesa
Box to Box Support  (nosso segundo volante) 

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Winger Support pela esquerda (ideia é ter atletas em várias linhas e suporte atrás caso fosse necessário)
Advanced Playmaker Support (nosso maior criador de jogadas) 

Inside Forward Attack (quem vai ajudar nosso centroavante)

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Complete Forward (de tudo um pouco pra esse moço!)



 E até que não fomos tão mal na Liga: 























Na Liga Europa caímos nas oitavas de final para o Tottenham, depois de termos sido primeiros no grupo e passado pelo Anderlecht na segunda fase. Na Copa da França caímos nos rounds inicias para o modestíssimo Nîmes Olympique, enquanto na Copa da Liga fomos eliminados pelo Monaco no quarto round. 

Bom, nada mal pro primeiro ano, mas pro segundo precisamos contratar e, principalmente, dar um jeito de manter no elenco a grande quantidade de atletas emprestados (Isla, Lucas Silva, De Ceglie, Cabella, Thauvin, Fletcher, Manquillo...). 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Um diagnóstico sobre o São Paulo 2016

A derrota do São Paulo para o The Strongest no Pacaembu gerou grande debate pelas proporções do fracasso. Afinal de contas o time boliviano nunca havia vencido um brasileiro em território nacional e não triunfava fora de casa desde 1982. Acho válido o alarde, mas não o alarme em relação ao tricolor paulista.

Até aqui Edgardo Bauza só comandou o time em seis partidas oficiais com duas vitórias, dois empates e duas derrotas. É pouco tempo de trabalho e poucos jogos e situações. Podemos depreender do discurso da diretoria e das atividades e falas de Bauza que a ideia é reorganizar o time depois da equipe desorganizada de Muricy Ramalho, inconsequente de Osorio e bagunçada de Doriva e Milton Cruz. Por enquanto é possível dizer que essa parte tem sido até que bem feita...

É verdade que o São Paulo levou cinco gols em seis jogos, mas é necessário notar como eles surgiram:


Red Bull: Pênalti cometido por Lucão
U. César Vallejo: Um chute espetacular de Hohberg de rara felicidade
Corinthians: Erro absurdo de Lucão e erro na bola parada
The Strongest: Erro na bola parada

Exceção feita ao tirambaço de Hohberg, nenhum dos gols veio de desorganização defensiva do São Paulo e a bola parada é algo que normalmente demora um pouco mais pra ser afinado. Só que essa organização lá atrás tem um preço enquanto o entrosamento e entendimento não vem: time preso, sem a fluidez necessária entre os movimentos de defesa, transição defesa-ataque, construção e transição ataque-defesa.

No início do ano o São Paulo tem atuado no 4-2-3-1:



Normalmente equipes que atuam no 4-2-3-1 colocam ênfase na capacidade de os ponteiros acharem espaço e nas subidas do meia central e de um dos volantes para suportar e servir o único atacante. Os pontas muitas vezes tem pés trocados para cortar para o meio e bater, mas mesmo assim as possibilidades desse esquema tem sido cada vez mais limitadas pois o meia central fica encaixotado entre as duas linhas de quatro que quase todas as equipes fazem na fase defensiva, enquanto o centroavante tem que se bater com dois zagueiros. Não à toa, muitos times europeus tem abandonado esse esquema em prol do 4-3-3, do 4-4-2 e do 4-1-4-1, no qual o meia central recua e tem mais espaço para carregar a bola e não ser tão previsível.

Além de os jogadores ainda estarem um pouco parados demais nas posições pré-determinadas, o 4-2-3-1 de Bauza tem ainda o agravante de colocar ponteiros com pés "corretos". Centurión destro joga na direita e Michel, canhoto, na esquerda, induzindo o time a explorar demais as jogadas de cruzamento na área. Olhando os números do Footstats isso fica claro:

São Paulo x Red Bull: 11 cruzamentos (2 certos e 9 errados) 
São Paulo x U. César Vallejo: 31 cruzamentos (5 certos e 26 errados)
São Paulo x Água Santa: 32 cruzamentos (10 certos e 22 errados)
São Paulo x U.César Vallejo: 25 cruzamentos (3 certos e 22 errados)
São Paulo x Corinthians: 36 cruzamentos (6 certos e 30 errados)
São Paulo x The Strongest: 40 cruzamentos (7 certos e 33 errados) 


Mas temos que lembrar também como foram feitos os gols do São Paulo na temporada.

São Paulo x Red Bull: Ganso após cobrança de escanteio
São Paulo x César Vallejo: Lançamento da defesa para Calleri em profundidade
São Paulo x Água Santa: Cruzamentos de Wilder e Caramelo para Calleri, cruzamento errado de Caramelo para Thiago Mendes e Michel Bastos após inversão de jogo.
São Paulo x César Vallejo: Cobrança de escanteio que sobra pra Rogério

Muitos de cruzamentos e bola parada. A bem da verdade não há nada errado com os cruzamentos, mas há formas e formas de fazê-lo. A questão é que o São Paulo muitas vezes cruza lentamente, muito alto ou sem opções suficientes na área, facilitando o trabalho defensivo. Contra o Água Santa o time criou triângulos pelos lados do campo, com lateral entrando pro meio, meia central abrindo ou ponteiro caindo pro centro e meio campistas chegando com a bola. É o que eu imagino que o Bauza queira para poder não depender apenas dos cruzamentos, ou permitir que eles sejam feitos de uma forma mais perigosa:

(Hudson com a bola tem Wilder aberto e Caramelo centralizado. No cruzamento do colombiano, sem marcação pela movimentação de Caramelo, Calleri fez o 1 a 0)

Outro exemplo no primeiro tempo contra o The Strongest:


(Ganso recua e sai da posição centralizada para a direta, achando Centurión que poderia passar pra Bruno, mas que chega com a bola e exige boa defesa de Vaca)

E evidentemente nem toda a jogada precisa ser de cruzamento, mas pelo esquema tático e ideias de Bauza tem que ser construída pelo lado. Esse outro lance contra o The Strongest mostra isso:

(Ganso se mexe pra direita e enfia a bola no espaço para Kardec, recuando e servindo Thiago Mendes)

Movimentação de Ganso (algo que eu critico muito) é essencial pra engrenagem do São Paulo funcionar e é algo que nem ele, nem o time fizeram no segundo tempo do confronto contra os bolivianos. Muito por causa do estático 4-2-4 no qual Bauza apostou. Sobre isso aliás, temos que tentar entender: Contra um monte de zagueiros nem tão altos assim e com um time com dois bons cabeceadores como Calleri e Kardec a ideia era justamente cruzar, mas isso acabou com a movimentação do time. Resultado: São Paulo estático e com quatro homens bem marcados.


(Ganso escondido atrás do marcador, quatro atacantes marcados de perto e Mena abertão... Thiago Mendes arriscou e errou) 


Foi a pior etapa sob o comando de Bauza, mas não vejo motivo para a crise monumental que muitos vendem. Creio que faz parte do início do trabalho. Bauza quis acertar antes a defesa e essa tem funcionado a contento. Passará agora a trabalhar o ataque e as movimentações ofensivas. O time é feito para cruzar bola na área, mas também é feito para que os meias aproveitem a construção de jogada pelo lado para explorar o espaço aberto.

Nesse sentido Paulo Henrique Ganso tem que parar de achar que é um quarterback (com passes longos, arriscados e precisos) e virar um ditador de ritmo, fazendo tabelas curtas, rápidas e se movimentando no espaço mesmo que não seja para receber a bola.

Nesse sentido Michel Bastos tem que centralizar o jogo quando surgir a oportunidade e não sempre correr para a linha de fundo. Fosse esse o único intuito o ex-Lyon não deveria sequer ser titular, posto que para romper defesas há jogadores de mais capacidade como Kelvin e Rogério. A ideia de Bauza é que Michel centralize quando houver a chance para trabalhar junto com Ganso e abrir o corredor para Mena. Michel não tem feito isso.

Nesse sentido Thiago Mendes tem que se projetar como atleta rompedor de linhas (a la Paulinho no Corinthians, que arrastava o time à frente como dizia o querido Mário Marra) e não apenas ser uma opção de passe.

Nesse sentido Kardec e Calleri tem que girar dentro da área para achar espaço e também oferecer opção de passe para criar jogadas.

Nesse sentido Centurión tem que parar de se afobar e jogar com um pouco mais de inteligência...

Uma última ponderação que acho válida sobre os desempenhos do São Paulo até aqui. É necessário também abordar o lado psicológico e de preparação mental. Eu percebi uma equipe extremamente nervosa e frustrada quando as coisas não dão certo.

Na minha modesta impressão vi isso quando o time tomou o empate do Red Bull (muitos atletas foram pra frente de qualquer jeito e quase o time de Campinas virou), no persistente 0 a 0 com a Universidad César Vallejo (quando atletas impulsionados pela torcida perderam a paciência para criar jogadas), na derrota para o Corinthians (quando os são-paulinos perderam o chão após a falha de Lucão - e a própria falha na verdade é um atestado de comprometimento emocional) e na derrota para o The Strongest (com o nervosismo e frustração gerando a patética atuação do segundo tempo).

Mais um aspecto que Bauza tem pra trabalhar. Eu acho que vai dar certo, mas é necessário tempo para desfazer o imobilismo de 2014 e a salada de 2015.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Saga FM 2016: Parte 2

Como vocês viram no outro post, estava apanhando demais no Football Manager e nem mesmo a boa sequência de resultados que me garantiram a manutenção da equipe serviram de alento. Pouco depois já estava eu perdendo de novo com o Swansea... Problemão nas laterais. Sempre as laterais... Tomei gol demais


No jogo contra o Stoke eu me salvei oficialmente do rebaixamento, mas o bode com o Swansea estava tão grande que resolvi testar outras formas de o time jogar na reta final da temporada. Resultado?



É...

O "melhor 11" da temporada foi esse:



Coisa horrível.... Vejam a contribuição de Jeff Montero, Ayew e Hernandez! Não existiu!  Meu time foi Besic (emprestado), Gomis e mais nove...

Pior de tudo é que além das derrotas ficaram me buzinando a orelha por não jogar futebol de posse de bola. Eu não queria seguir essa filosofia, mas a diretoria não arredava pé. O diálogo foi escalando de forma tão vertiginosa que em determinado momento da minha conversa com os dirigentes só havia duas respostas possíveis: "volto atrás' ou "então me demito". Escolhi a segunda...

Sem time e sem reputação, fiquei quatro semanas à espera de um novo convite para dirigir algum clube. Findado esse prazo passei a me candidatar publicamente. Primeiro no Hoffenheim e depois no Leicester City. Os dois times me chamaram para a entrevista de emprego e os Foxes concordaram com tudo o que eu falei: estilo de jogo direto e contratação de jovens com potencial para o futuro

Fui contratado!


Não havia grandes diferenças do elenco do FM após uma temporada em relação ao time do Leicester na atualidade em termos de saídas. Em termos de chegadas dois grandes reforços já estavam lá: o meia Felipe Gutierrez  e o zagueiro Balanta (!!!! o mito do FM).

Bem, tão logo assumi chegou mais um jogador que já estava contratado: o lateral direito Gilberto, ex-Botafogo e Fiorentina!

Com dinheiro no bolso fui ao mercado para enfim fazer dar certo o meu 3-4-3 ou coisa que o valha de alta pressão e intensidade!



Funes Mori pra ser zagueiro de velocidade, Birsa pra ser um meia criativo, Wellington Silva pra jogar aberto pelo lado do campo e outro mito do FM 16 (Mammana) para a zaga. Gomes pela experiência pra ser o reserva de Schmeichel e Radosevic pra jogar como volante junto de Inler e Kanté. A ideia era ter um volante recuperador de bola e de muita velocidade.

O esquema inicialmente escolhido foi um 3-3-3-1 meio tortão. Assim:



E os resultados iniciais foram bons viu?!


sábado, 2 de janeiro de 2016

Saga FM 2016! (estou apanhando!)

Pra começo de conversa uma coisa que vocês precisam saber: eu não joguei nenhum Football Manager desde a versão 2012, na qual, entre outros feitos, conduzi o Instituto de Córdoba até o título do Mundial de Clubes da FIFA. Não joguei porque não tinha computador potente o suficiente para isso, de forma que agora, no final de 2015, obtive o aparato necessário para baixar a demo do FM 16, vindo a adquirir a versão completa uma semana depois.

A ideia para o primeiro save era ter um desafio considerável, mas nada tão drástico quanto o Instituto. Eu gosto bastante de pegar um clube na última divisão e vir subindo com ele até conseguir as taças mais importantes possíveis, mas essa missão demanda muito tempo, de forma que os objetivos só são alcançados quando todos os jogadores que existem atualmente já se aposentaram, restando apenas os regens. Dito isto, escolhi o Swansea da Inglaterra. Ou melhor, o Swansea do País de Gales, mas que disputa a Premier League.Era um time com o qual eu já simpatizava e que tem jogadores de inegável qualidade, em especial Jefferson Montero, André Ayew e Gomis.

Para a nova saga o meu treinador virtual se chama Silvério Sertânia, brasileiro com os meus 27 anos e com pontos de experiência distribuídos a partir do histórico de de ter sido um jogador de pouco destaque nacional, mas com uma licença de treinador continental. Essa configuração, creio, me fez ter um perfil ligeiramente abaixo do necessário para o Swansea, com muitos pontos em capacidades táticas e de avaliação de desempenho e poucos no aspecto de gerenciamento de pessoas, ou seja, o estilão do tracksuit manager.

Apresentações feitas, logo de cara tive que lidar com uma proposta do Chelsea pelo meia Sigurdsson. A oferta inicial era de 25 milhões de euros e eu sabia de uma experiência pregressa na demonstração que, caso recusasse, o jogador ficaria bastante chateado, não rendendo o esperado quando entrasse em campo. Tendo isso em mente, joguei a proposta para 35 milhões de euros, acreditando que o Chelsea a retiraria. Eles, no entanto, aceitaram a contraproposta e fecharam com aquele que, tecnicamente, era o meu melhor jogador.

O Swansea, porém seguia  em frente e agora com o estilo de jogo que eu gostaria para o clube. A ideia era, tal qual na época de Instituto, emular novamente Marcelo Bielsa e Jorge Sampaoli com aquele 3-3-1-3 ou 3-4-3 com meio campo em formato de diamante. A pressão era alta e o time ofensivo, com muito jogo pelos lados do campo e transições velozes, mas… Não deu certo nem na pré-temporada e nem depois:




Bom, ao mercado de transferências para tentarmos o objetivo da metade superior da tabela! Mesmo sabendo ser errado, em muitos movimentos eu deixei de lado os scouts e avaliações do jogo para ir pelo meu conhecimento do futebol mundial, fazendo evidentemente algumas prospecções, mas confiando primeiramente na vida real.


Com os 35 milhões da venda de Sigurdsson trouxe Ashley Cole da Roma por 375 mil, o  atacante João Rojas do Cruz Azul do México por 8 milhões e meio (sim, caro, mas eu queria um outro atacante de lado de campo).  Por empréstimo veio Ángel Correa do Atlético de Madrid de 20 anos, enquanto do Celta de Vigo trouxemos o meia Pablo Hernández por 2 milhões de euros. Já o atacante Jonathan Soriano de 30 anos veio do Red Bull Salzburg por mais 5 milhões…

Mesmo com eles o meu estilo de jogo foi naufragando acredito eu, repito, pelo fato de não jogar o FM desde 2012… Pelo pouco que consegui entender, o game está muito mais calcado nas funções dos jogadores e menos na disposição dentro de campo ou postura assumida pelos atletas. Em outras palavras, de nada adianta um time bonito no papel com as funções erradas dentro de campo e, vocês sabem, são muitas…

Empilhando derrotas, mudei o meu esquema para o 4-2-3-1 e contratei um volante de mais pegada, mandando Shelvey e Ki Sung Yueng para o banco: Muhamed Besic, que chegou por empréstimo do Everton. 


Nem isso adiantou, de forma que a diretoria veio ter AQUELA conversa comigo. Era quase um ultimato: ou ganhava 10 pontos nos próximos cinco jogos ou estaria no olho da rua.



Felizmente vendo o jogo completo (quase uma hora por partida) e entendendo um pouco mais as mudanças da versão 2016 conseguimos reagir. Primeiro batemos o West Ham por 3 a 2. Na sequência veio um 2 a 1 no lanterna Stoke, emendado com uma derrota por 4 a 1 para o City e uma vitória por 2 a 1 contra o West Brom. Ou seja, em quatro jogos tínhamos nove pontos! O problema? O seguinte, o quinto, o último da meta era contra o Liverpool…Eu achei que já era, mas… Surpreendentemente vencemos! 2 a 0! Mantive o meu emprego!




Ainda sobrou um dinheirinho do Sigurdsson, de forma que quando janeiro chegar, o volante Sven Bender virá aí! Quem sabe com ele nós melhoramos…

domingo, 9 de agosto de 2015

Timing errado, decisão nem tanto...

Qualquer análise bem fundamentada exige distância entre o observador e observado. Vou tentar ao máximo fazer isso para falar da saída de Marcelo Bielsa do Olympique de Marseille.

A decisão tomada neste sábado, logo após o primeiro jogo e primeira derrota do clube no campeonato, pegou todos de surpresa. Afinal de contas o treinador argentino fez todo o processo de pré-temporada e disse na quinta-feira que estava tudo certo para que ele seguisse no clube até 2016 e provavelmente até o final da temporada 16-17. No entanto, uma ressalva foi feita: "está tudo acertado, mas não assinado".

Pois é... Segundo Bielsa,  na quarta-feira  houve uma reunião dele com o diretor geral do clube, Philippe Pérez, e o advogado Igor Levin, representante de Margarita Louis-Dreyfus, dona do clube. Na versão do argentino, pontos importantes do que estava acertado foram modificados e por isso a permanência se tornou inviável. Bielsa alega que não seria capaz de confiar mais no projeto do Olympique em meio a esta mudança.

O argentino não quis revelar quais foram os pontos e o presidente da agremiação, Vincent Labrune disse que se tratavam apenas de "questões técnicas". Já no domingo o Olympique de Marseille divulgou uma nota dizendo que "os interesses de um único homem jamais poderiam ficar acima do interesse do clube". Pelo que é possível depreender a decisão foi tomada antes do jogo contra o Caen, de forma que a derrota não deve ter influenciado em nada.

Bom, dito isto... Bielsa está errado no timing. Se havia pontos que poderiam ser passíveis de uma saída do clube, isso deveria ter sido discutido antes da pré-temporada... E se o técnico apenas confiou na palavra do presidente, esperando que nada mudaria, foi ingênuo... O Olympique de Marseille, no entanto, foi mais...

Como pode um clube deixar de assinar um contrato novo e ficar à mercê do treinador desta forma? Durante três meses de preparação?  Resposta: não havia jeito.

A chegada de Bielsa ao clube pode não ter rendido títulos ao Olympique, mas gerou toda uma gama de benefícios que fizeram o treinador ser indispensável. O estilo de jogo ofensivo, a boa fase no início da temporada passada e a própria postura do comandante cativaram o torcedor de tal forma que a média de público do Marseille em casa subiu de 37 mil 842 no campeonato 2013-14 para inacreditáveis 52 mil 917 no último ano!

Mais: a atenção que o time passou a receber tanto pelo estilo quanto pela curiosidade sobre Bielsa fez com que o clube ganhasse páginas de sites, jornais e programas de rádio e televisão em muitas outras partes do mundo, algo que o outrora imenso e hoje grande Marseille recebeu de muito bom grado!

E claro, houve os ganhos financeiros diretos que perpassam venda de ingressos e merchandising. O time que terminou o campeonato francês em sexto na temporada 2013-14 perdeu o seu principal jogador, Mathieu Valbuena, não teve reposição à altura (Barrada, Alessandrini, Batshuayi e Dória foram as contratações, sendo todas apostas pro futuro) e mesmo assim brigou pelo título por 3/4 do torneio, obtendo uma vaga na Liga Europa como consolo. Além disso o clube faturou 40,6 milhões de euros com as vendas de Imbula e Payet nesta janela (tinham sido comprados por 17). Ou seja... o treinador contribuía de tal forma para o planejamento de longo prazo que o Marseille não podia abrir mão de tal profissional, mesmo que a forma de trabalho soasse "ofensiva" pelas exigências e atitudes até certo ponto insubordinadas...

O pior, no entanto, é que o Marseille achou que Marcelo seria o suficiente e aceitaria de novo qualquer coisa. Além de Imbula e Payet, o clube perdeu de graça Ayew, Gignac, Morel e Fanni, ou seja: seis titulares deixaram o time de uma temporada para outra. O efeito negativo poderia ser mitigado por meio da chegada de bons nomes, mas, tal qual no outro mercado de transferências, os grandes reforços não vieram. É bem verdade que desta vez ao menos alguns pedidos do treinador foram respeitados, casos do zagueiro Rekik, do atacante Ocampos e do lateral Manquillo, mas os meias-atacantes Nkoudou (que veio do Nantes e tem 20 anos) e Sarr (23 anos, ex-Metz) não podem ser chamados de substitutos à altura dos que saíram, tampouco Diarra e Diaby, que juntos somaram 67 minutos na última temporada e que foram ideia do presidente....

Em suma: o Olympique apostava em Bielsa e apenas em Bielsa para ter um ano digno. Veio a negociação de contrato e as exigências do argentino.. A torcida o ama, a mídia estrangeira o observa, o estilo de jogo pode render resultados... Tem como dizer não aos termos do contrato? A princípio o clube pensava que não, mas depois achou que sim... Bielsa não queria seguir emprestando carisma, credibilidade e competência a quem não confiava e foi embora.

Timing errado... Decisão não tanto....

O Marseille segue, Bielsa segue, mas foi um triste fim para um casamento que rendeu tantos jogos memoráveis na temporada passada.










terça-feira, 30 de junho de 2015

Geração ruim??!

A bengala da vez foi eleita! Depois da falta de comprometimento em 2006, do excesso de pilha em 2010 e do apagão de 2014 a "análise" agora é de que o Brasil sofre com a "pior geração de atletas da história". Sem esquecer, é claro, do (co)modismo de atribuir tudo a fatores psicológicos, tema que já foi abordado aqui.

Falar em geração ruim é cair em um discurso raso que evita que olhemos para o que realmente importa: o jogo dentro de campo. A seleção brasileira teve na Copa América atletas que atuam como protagonistas nos principais clubes do mundo. Vamos lembrar?

Jefferson está na Série B com o Botafogo, mas Diego Alves (titular do Valencia e um dos melhores goleiros da Europa) poderia seguramente ser o dono da meta, caso Dunga optasse por ele.

Na direita temos Daniel Alves, protagonista do Barcelona na conquista da Liga dos Campeões e teríamos Danilo (ex-destaque do Porto e agora no Real Madrid).

Na zaga Miranda foi essencial no título espanhol do Atlético de Madrid na temporada 13-14. Thiago Silva, David Luiz e Marquinhos atuam no Paris St. Germain, uma das potências em nível continental (quartas da Champions) e o melhor time da França.

Na esquerda, Marcelo do Real Madrid poderia ter feito parte do grupo se estivesse em condições, enquanto Filipe Luís do Chelsea foi o titular.

Volantes? Temos também! Fernandinho foi titular absoluto do Manchester City, Luiz Gustavo, que se lesionou, teve intensa participação no vice-campeonato alemão do Wolfsburg, enquanto Casemiro foi destaque do Porto e volta em alta ao Real Madrid.

Entre os meias/ponteiros tivemos na Copa América Willian (uma das estrelas do Chelsea), Coutinho (para muitos o melhor jogador da Premier League) e Neymar, que dispensa comentários. No banco estavam Douglas Costa (provavelmente novo reforço do Bayern) e Robinho, que apesar da idade, ainda tem nível para ser referência técnica do time.

A posição de centroavante foi a mais carente, mas Firmino foi sucessivamente destaque do Hoffenhein, encerrou a temporada com 10 gols e foi o terceiro em assistências na Bundesliga. Já Tardelli teve seus momentos, mas caiu de desempenho na China. 


Pouco? Vamos comparar com a seleção chilena, indubitavelmente a de melhor desempenho na Copa América: Bravo (Barcelona), Vidal (Juventus) e Sanchez (Arsenal) são os únicos que defendem clubes gigantes da Europa. O lateral direito Isla foi rebaixado na Premier League com o QPR. Os zagueiros são Jara, do Mainz 05, e Medel, que apesar de atuar na Inter de Milão (longe do protagonismo de outrora) joga como volante no clube. Na esquerda está Mena, constantemente criticado no Brasil por suas atuações no Santos e Cruzeiro. O primeiro volante é Marcelo Diaz, do quase rebaixado Hamburgo e ao lado dele está Aranguiz, do Internacional. Valdívia, que praticamente não joga pelo Palmeiras, é o camisa 10, enquanto Vargas do rebaixado QPR forma o setor ofensivo ao lado de Sanchez. Já no banco chileno estão atletas do Hannover, Universidad de Chile, Boca Juniors, Brugge, Fiorentina, Twente, Atalanta, Colo-Colo e Dynamo Zagreb. 

A safra chilena é melhor que a brasileira? Não é. A menos que imaginemos que todos foram subvalorizados e não estão em clubes maiores por total cegueira dos olheiros. Não me parece muito plausível... Mas por que o Chile joga bem e muitas vezes bonito? Porque tem um trabalho exaustivo de ideia de jogo e execução de tal plano. Porque tem um técnico que não aceita que o resultado seja mais importante, pois sabe que o próprio termo denota consequência e não um fim em si mesmo. 

Os titulares colombianos estão em clubes de mais renome, mas em profundidade creio que a seleção brasileira poderia ser melhor que os cafeteros. 


Querem mais? Sou capaz de montar uma SEGUNDA seleção brasileira que teria 23 atletas de pelo menos nível semelhante ao dos chilenos. 

Goleiros: Rafael Cabral (Napoli) e Fabiano (Porto)

Defensores: Henrique (Napoli), Juan Jesus (Inter), Gabriel Paulista (Arsenal) e Mário Fernandes (CSKA)

Laterais: Guilherme Siqueira (Atl. Madrid), Rafinha (Bayern), Wendell (Leverkusen) e Alex Sandro (Porto)

Volantes: Fernando (City), Lucas Leiva (Liverpool), Lucas Silva (Real Madrid), Hernanes (Inter de Milão), Souza (São Paulo) e Ramires (Chelsea)

Meias: Talisca (Benfica), Rafael Alcantara (Barcelona), Felipe Anderson (Lazio), Oscar (Chelsea) e Lucas Moura (PSG)

Atacantes: Jonas (Benfica), Luiz Adriano (Shakhtar Donetsk) e Hulk (Zenit)

Isso sem falar em nomes como Victor, Jemerson, Rafael Carioca, Fábio, Gil, Renato Augusto, Valdívia (do Inter), Lucas (Palmeiras), Lucas Lima, Michel Bastos, Fred e Pato, que poderiam resolver uma ou outra situação específica e que estão no próprio futebol brasileiro. 

Geração ruim? Ou trabalho ruim?! 

Chega de desculpas.