quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Libertadores - Dia 6

Sem qualquer tipo de problema, o Peñarol passou pelo Caracas na abertura do sexto dia da Libertadores. A Unión Española, por outro lado, sofreu, mas passou pelo Tigres em uma classificação que tinha tudo para não ocorrer.

Caracas 1x1 Peñarol
Local: Estadio Olímpico, Caracas
Gols: Peraza | Estoyanoff
Caracas: Vega; Amaral, Peraza, Machado e Briceño; Jiménez, Guerra (González), Gómez (Otero), Meza e Uribe (Peña); Ferreira
DT: Ceferino Bencomo
Peñarol: Carini; Álvez, Valdez, González e Rodríguez; Estoyanoff, Freitas, Aguiar (Albín) e Cristóforo (João Pedro); Mora (Novick) e Zalayeta
DT: Gregório Pérez

Só uma tragédia seria capaz de tirar do Peñarol a vaga no grupo 8 da Libertadores após a vitória por 4 a 0 no Uruguai. Tranquilos, os carboneros entraram em campo na Venezuela com a mesma determinação da partida de ida. Aos poucos controlaram o jogo e saíram na frente, com Estoyanoff no minuto 27. O Caracas nada fez para tentar reverter a enorme vantagem, de forma que o jogo acabou se tornando muito chato. No segundo tempo os aurinegros diminuíram o ritmo, mas mesmo assim o Caracas só foi capaz de fazer algo aos 32 minutos. Fim de jogo. Um a um no placar e Peña classificado.


Tigres 2x2 Unión Española
Local: Estadio Universitario, Monterrey
Gols: Pulido (2x) | Herrera e Jaime
Tigres: Fernández; Borelli, Kontogiannis, Rivas e Navarro (Garza; Dueñas, Bornstein, Acuña (Pacheco) e Acosta; Pulido e Cerda (Valencia)
DT: Ricardo Ferretti
U.Española: Lobos; Leal, Ampuero, Olarra e Alarcón (Scotti); Villagra, Cordero e Barriga (Madrid); Jaime, Herrera (Pineda) e Díaz
DT: José Luis Sierra

O primeiro jogo havia sido frustrante para o time da Unión Española. Jogando contra os reservas do Tigres em casa, os rojos de Santa Laura só conseguiram vencer por 1 a 0, levando uma vantagem muito discreta para decidir a vaga no México. Os piores pesadelos se tornaram reais logo aos 14 da primeira etapa, com gol de Alan Pulido. Aos 22, Pulido fez o 2 a 0 que minava demais as chances da Unión ir à segunda fase da Libertadores. Mas um lance mudou toda a história do jogo. Aos 37 minutos Rivas fez pênalti e foi expulso pelo lado do Tigres. Na cobrança, Herrera fez o gol, que dava aos chilenos novamente a classificação.

No segundo tempo os mexicanos bem que tentaram ir para cima, mas a Unión se defendeu bem. Aos 22, porém, o jogo ficou 10 contra 10, após a expulsão do atacante Diáz. A expectativa era de que o Tigres conseguisse mais chances, mas a Unión é que melhorou com a igualdade númerica e cinco minutos depois Jaime aproveitou cruzamento de Barriga para empatar o jogo. O Tigres não teve força para buscar mais nada e ficou fora da Libertadores. A Unión entrou no grupo 3 da Libertadores, ao lado dos conterrâneos da Católica, do Júnior e do Bolívar
Alá! Emanuel Herrera, de pênalti faz o gol da U. Española. Tigres 2x1. No lance, zagueiro do Tigres foi expulso. Expulsão na Unión Española também. Falta feia de Díaz por trás. 10 contra 10 e o Tigres é melhor no jogo. 2 a 1 para os mexicanos.
Gol da U. Española! Barriga cruza e Sebástian Jaime faz de cabeça. Tigres 2x2 U.Española. Tigres precisa fazer dois pra classificar

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Libertadores - Dia 5

O dia dos brasileiros na primeira fase da Libertadores prometia ser difícil, mas acabou terminando com a classificação de Inter e Flamengo com poucos sustos.

Flamengo 2x0 Real Potosí
Local: Estádio João Havelange, Rio de Janeiro
Gols: Léo Moura e Ronaldinho
Flamengo: Felipe; Léo Moura, Wellinton, David e Júnior César; Willians, Luiz Antônio, Renato (Camacho) e Bottinelli (Muralha); Ronaldinho e Deivid (Negueba)
DT: Vanderlei Luxemburgo
Real Potosí: Lapczyk; Jiménez, Alarcón, Centurión, Rivero e Ovando (Pol); Michelena (Tudor), Ortíz (Angola) e Sejas; Yecererotte; Brittes
DT: Victor Zwenger

A obrigação do gigante Flamengo vencer o Real Potosí foi a tônica do jogo. Sabendo da responsabilidade rubro-negra os bolivianos trancaram o time atrás, jogando com três zagueiros e apenas um atacante. Sabendo da própria responsabilidade o rubro-negro foi com tudo para o ataque. Apesar de uma insipidez visível, o Flamengo criou chances e abriu o placar com Léo Moura, de cabeça, aos 39 minutos da primeira etapa. O gol definiu a partida.

No segundo tempo o Potosí buscou o ataque de maneira muito discreta, enquanto o Flamengo, em péssimo momento, se contentou com o 1 a 0 mesmo com a superioridade em relação ao adversário. No fim do jogo, com os dois times cansados e o Potosí derrotado, Ronaldinho fez boa jogada e decretou o 2 a 0 que colocou o Flamengo no grupo 2 da Libertadores.


Once Caldas 2x2 Internacional
Local: Estadio Palogrande, Manizalles
Gols: Núñez e González | D'Alessandro e Tinga
O.Caldas: Martínez; Ramos, Álvarez (del Valle), Amaya e Casierra (Cuero); Núñez, Acosta, Rivas e González;, Pajoy e Beltrán (Reinoso)
DT: Pompilio Páez
Internacional: Muriel; Moledo, Índio, Nei e Kléber; Guiñazú e Bolatti; Oscar (Fabrício), D'Alessandro e Tinga (Elton); Leandro Damião (Dagoberto)
DT: Dorival Júnior

Para quem precisava de apenas um gol para levar a decisão para os pênaltis, o início do jogo foi uma dádiva ao Once Caldas. Aos 3 minutos de jogo a equipe já vencia e só precisava administrar o jogo para tentar seu segundo gol. No entanto, a falta de tranquilidade e de decisão dos blancos foi maior. D'Alessandro empatou de pênalti aos 11 minutos. Aos 24, Tinga, livre, fez após bela jogada de D'Ale. O Once voltou a se encontrar e colocou a igualdade de novo no placar, mas precisava naquele momento de dois gols.

No segundo tempo os colombianos tiveram diversas chances de passar à frente do placar. Deram outras tantas ao Inter, é verdade, mas não conseguiram nada e foram eliminados da Libertadores. Melhor para os brasileiros, que entram no grupo 1 e devem ter poucos problemas para classificar.



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Libertadores - Dia 4

O primeiro dia da segunda semana da Copa Libertadores 2012 definiu os grupos 4 e 5 da segunda fase do torneio continental. Como a lógica pregava antes dos confrontos, Libertad e Arsenal seguem adiante.

Libertad 4x1 El Nacional
Local: Estadio Doutor Nicolás Leóz, Asuncion
Gols: Velázquez, Núñez, Gamarra e Civelli | Minda
Libertad: Muñoz; Bonet, Bareiro (Mencia), Benegas e Samudio; Gamarra (Ayala), Victor Cáceres, Aquino e Civelli; Núñez e Velázquez (Caballero)
DT: Jorge Burruchaga
El Nacional: Cabezas (García); Madrid, Juan Carlos Anangonó, Chilla e López; Caicedo, Guerra, Pita, Minda (Govea) e Preciado (Zura); Juan Luis Anangonó
DT: Mario Saralegui

Precisando reverter a vantagem de 1 a 0 que a equipe equatoriana tinha, o Libertad começou o jogo ligado e em alta velocidade. No primeiro lance da partida a pressão do Gumarelo terminou com Civelli roubando a bola e cruzando para Velázquez abrir o marcador. Os paraguaios ainda precisavam de mais um gol para seguir na competição, mas acabaram se descuidando na defesa. Aos 19, após boa enfiada de bola, Minda tocou na saída de Muñoz decretando o 1 a 1 e deixando os torcedores do Libertad preocupados, já que a equipe precisaria então de dois gols a partir dali. Dez minutos depois a vantagem voltou a ser gumarela. Após cruzamento da direita, Núñez aproveitou a bobeada da zaga e a demora de saída do gol do arqueiro Cabezas para fazer o 2 a 1. Aos 34 Gamarra recebeu novamente na direita e chutou em cima do goleiro, mas a bola passou por entre as pernas de Cabezas.

No segundo tempo o El Nacional trocou de goleiro, alegadamente por contusão do titular - mas nas entrelinhas por seu desempenho terrível na primeira etapa. No ataque, porém, a equipe equatoriana pouco ameaçou o Libertad, que, quando precisou, pôde contar com Muñoz debaixo de suas traves. Houve tempo ainda para mais um gol. Aos 48 minutos Civelli, melhor em campo, recebeu sozinho na área para dar números finais ao marcador. O Libertad entra no grupo 5 da competição, ao lado de Vasco, Alianza Lima e Nacional do Uruguai.


Sport Huancayo 1x1 Arsenal
Local: Estadio Huancayo, Huancayo
Gols: Ibarra | Leguizamón
S.Huancayo: Cuerdo; Figueroa, Novoa e Farfán; López, Hernández (Ojeda), Reaños e Salazar (Cruzado) (Roach); Adao, Baylón e Ibarra
DT: Miguel Company
Arsenal: Campestrini; Nervo, Lisandro López, Guillermo Burdisso, Pérez e González; Esmerado, Marcone e Aguirre (Caffa); Córdoba (Leguizamón) e Zelaya (Blanco)
DT: Gustavo Alfaro

Com o confronto praticamente definido em favor do Arsenal, coube ao Sport Huancayo se lançar ao ataque e tentar se aproveitar da altitude de pouco mais de 3 mil metros da cidade que dá nome ao clube peruano. Apesar do ímpeto, o Rojo Matador só chegava ao ataque com lançamentos longos e cruzamentos, que paravam ou nos cabeceios da boa dupla de zaga argentina ou no goleiro Campestrini. Aos 44 do primeiro tempo, porém, não houve jeito. Após cruzamento de Reaños, Ibarra pegou de primeira e mandou um lindo voleio para as redes.

Na segunda etapa o Huancayo tentou pressionar o Arsenal, mas teve pouca efetividade. Para piorar a situação peruana, o goleiro Campestrini estava em uma boa noite e parou tudo que chegou até sua meta. No fim do jogo, com atletas extenuados dos dois lados, um chutão da defesa argentina chegou até a pequena área do Huancayo, onde Leguizamón, parado na frente do goleiro e sem impedimento, escorou de cabeça e fez de cobertura. Final de jogo e Arsenal classificado para integrar o grupo 4 ao lado de Fluminense, Boca Juniors e Zamora.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Libertadores - Dia 3

Apenas um jogo no terceiro dia da Libertadores. Jogo do vice-campeão do ano passado, o Peñarol.

Peñarol 4x0 Caracas
Local: Estadio Centenario, Montevidéu
Gols: Freitas, Zalayeta, João Pedro e Estoyanoff
Peñarol: Carini; Álvez, Valdéz, González e Rodríguez; Estoyanoff (S.Silva), Freitas, Aguiar (Albín) e Cristóforo; Zalayeta e Rodrigo Mora (J. Pedro)
DT: Gregório Pérez
Caracas: Vega; Amaral, Pérez, Machado e Briceño; Gómez (Meza), Jiménez, Guerra e Peña (González); Uribe (Otero) e Ferreira
DT: Ceferino Bencomo

A expectativa era de um jogo parelho. E assim foi... Só que apenas até os 35 minutos de jogo. Depois de 30 minutos de disputa e chances para os dois lados, um pênalti defendido por Carini colocou o Peñarol no jogo. Aos 35 Freitas aproveitou cobrança de escanteio e fez de cabeça. Aos 38 Mora apertou a zaga venezuelana, a bola sobrou para Zalayeta que marcou o seu.

No segundo tempo o Peñarol se impôs ainda mais. Mesmo com os dois times armados no 4-4-2 em duas linhas, os manya não passaram apuros e ainda foram efetivos na frente. Após cobrança de falta na área, o goleiro Remy Vega soltou a bola e João Pedro empurrou para as redes. No fim, Estoyanoff aproveitou bola desviada para estufar a rede e praticamente colocar o Peñarol no grupo 8 da Libertadores ao lado de Universidad de Chile, Godoy Cruz e Atletico Nacional.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Libertadores - Dia 2

Três jogos foram realizados nesta quarta-feira pela primeira fase da Libertadores. Os mandantes se deram bem. Unión Española, Real Potosí e Internacional venceram seus jogos, mas estão longe de terem classificação assegurada à etapa seguinte.

Unión Española 1x0 Tigres
Local: Estadio Santa Laura, Santiago
Gol: Gonzalo Barriga
U. Española: Lobos; Currimilla, Olarra, Ampuero e Cordero; Leal, Villagra e Vecchio (Emanuel Herrera); Fabián Saavedra (Díaz), Sebastián Jaime e Barriga (Jean Paul Pineda)
DT: Jose Luis Sierra
Tigres: Fernández; Stringel, Kontagiannis, Rivas e Borelli; Navarro (Acuña), Dueñas, Acosta (Pacheco), Borstein; Cerda e Alan Pulido.
DT: Ricardo Ferretti

Jogando contra os garotos do Tigres, que de seus titulares usuais só mandou o zagueiro José Rivas, era de se esperar uma vantagem maior da equipe chilena. O 1 a 0, no entanto ficou de bom tamanho. A Unión Española não conseguiu vencer a defesa do time mexicano -muito por causa do excesso de chutões para o ataque - e ainda tomou sustos na primeira etapa. Se alguém ficou mais próximo de abrir o placar, certamente foi o Tigres.

No segundo tempo o técnico José Luis Sierra (aquele mesmo ex-São Paulo) promoveu a entrada de Mauro Díaz e Emanuel Herrera nos lugares de Vecchio e Fabián Saavedra. As mudanças deram resultado e Gonzalo Barriga, de cabeça, fez o gol chileno. Daí em diante a Unión tentou ampliar o placar, mas sem sucesso. Resultado difícil para o time do Chile, principalmente porque jogou contra os reservas da equipe mexicana. Quem vencer vai para o grupo 3, que já tem Bolívar, Junior de Baranquilla e Universidad Católica.


Real Potosí 2x1 Flamengo
Local: Estadio Víctor Agustín Ugarte, Potosí
Gols: Centurión e Brites | Luiz Antônio
Real Potosí: Lapczyk; Jiménez, Alarcón, Centurión e Rivero; Sejas, Michelena (Tudor) e Ortiz; Britez, Pol (Tórrez) e Angola (Ovando)
DT: Víctor Zwenger
Flamengo: Felipe; Leo Moura, Wellinton, David Braz e J. César; Airton (Bottinelli), Willians (Camacho), Luiz Antonio e Renato; Deivid (Negueba) e Ronaldinho
DT: Vanderlei Luxemburgo

Em que se pese os 4 mil metros de altitude de Potosí, a péssima atuação do Flamengo, até mesmo com um quê de displicência, não pode ser perdoada. Basta ver os números. A equipe boliviana chutou 23 vezes a gol contra 5 chutes do Flamengo e teve placar de 18 a 11 nas bolas levantadas. A sorte do rubro negro é que o León é um dos piores times da Bolívia na atualidade.

O Flamengo saiu na frente com Luis Antônio, em ótima jogada de Léo Moura. Logo depois o Potosí empatou, com bola alçada na área e gol do zagueiro Centurión. Com domínio das ações do jogo, o time boliviano chegou à virada aos 12 minutos do segundo tempo, com falha de marcação de David Braz e gol de Brites. O resultado, no entanto, não deve ser suficiente para o time da Bolívia, que precisa ao menos empatar no jogo no Rio de Janeiro. Quem seguir na competição vai para o grupo 2 e se une a Olimpia, Emelec e Lanús.


Internacional 1x0 Once Caldas
Local: Estádio Beira-Rio, Porto Alegre
Gol: Leandro Damião
Inter: Muriel; Nei, Índio, Rodrigo Moledo e Kléber; Guiñazu, Bolatti, Oscar (João Paulo), D'Alessandro e Dagoberto (Marcos Aurélio); Leandro Damião
DT: Dorival Júnior
Once Caldas: Martínez; Ramos, Acosta, Amaya e Casierra; Núñez e Rivas; Harrison Henao (Álvarez); Mário González e Cuero (Beltran); Pajoy (Del Valle)
DT: Pompilio Paez

O Inter começou voando. Impulsionado pela ótima atuação de D'Alessandro e constantes trocas de posição do argentino com Dagoberto e Oscar, o colorado parecia senhor do jogo. O gol de Damião aos 11 minutos comprovou a superioridade da equipe brasileira, que teve diversas chances de ampliar o marcador, mas não conseguiu. A bonança, no entanto, teve fim quando o técnico Pompilio Paez tirou o meia Henao para colocar mais um zagueiro. A troca do 4-2-3-1 para 3-4-3 arrefeceu o ânimo do Internacional.

No segundo tempo o jogo foi bem mais parelho e o Once Caldas até teve chances de marcar. No fim das contas o 1 a 0 foi bom, sobretudo por não dar aos colombianos a vantagem do gol qualificado. Mas é necessário cautela: um começo de jogo ruim em Manizalles pode colocar tudo a perder. O vencedor entra no grupo 1, ao lado de Santos, Juan Aurich e The Strongest.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Libertadores - Dia 1

A Libertadores - sim, a Libertadores, pois esta já é a primeira fase - começou nesta terça-feira com dois jogos: Arsenal x Sport Huancayo e El Nacional e Libertad.

Arsenal 3x0 Sport Huancayo
Local: Estadio Julio Humberto Grondona, Sarandí
Gols: Córdoba, Zelaya e Mosca
Arsenal: Campestrini, Adrian González, López, Burdisso e Pérez; Carbonero, Marcone, Aguirre e Caffa (Torres); Zelaya (Mosca) e Córdoba (Leschuk)
DT: Gustavo Alfaro
Sport Huancayo: Cuerdo; Reaños, Figueroa, Farfán e Ojeda; López, Hernández (Wellington Adao), Cruzado e Araujo; Baylón e Ibarra (Salazar).
DT: Miguel A. Company

Em Sarandí a equipe argentina teve um começo de jogo difícil, com o estreante em Libertadores, Sport Huancayo, compactando suas duas linhas de quatro e evitando as investidas adversárias. No entanto, a maior qualidade técnica prevaleceu. Aos 20 minutos Carbonero roubou a bola no campo de ataque e rolou para Córdoba abrir o placar. Aos 35 novo erro da zaga do Huancayo, que não conseguiu afastar para longe cobrança de falta rasteira e deixou Zelaya marcar o segundo.

Na etapa complementar houve um suspiro de esperança para os peruanos após a expulsão de Carbonero aos 20 minutos. Mas o El Matador Rojo não conseguiu se aproveitar da vantagem e ainda levou mais um: Mosca recebeu bola dentro da área e fez o terceiro. Placar final e classificação praticamente resolvida para o Arsenal, que, se confirmar a vantagem nos três mil metros de altura de Huancayo, entrará no grupo 4 junto a Boca Juniors, Fluminense e Zamora, da Venezuela.

El Nacional 1x0 Libertad
Local: Estadio Olímpico Atahualpa, Quito
Gol: Juan Luis Anangonó
El Nacional: Cabezas; Juan Carlos Anangonó, Chila, López e Madrid; Caicedo e Pita; Minda (Guerra), Preciado (Zura) e Juan José Govea (Guevara); Juan Luis Anangonó
DT: Mario Saralegui
Libertad: Rodrigo Muñoz; Bonet, Benegas, Bareiro e Samudio; Cáceres, Aquino, Núñez (Caballero) e Civelli; Gamarra (Melgarejo) e Cristian Menéndez (Velázquez)
DT: Jorge Burruchaga

Na altitude de Quito as duas equipes começaram o jogo procurando o campo de ataque. Após chances para os dois lados, os equatorianos saíram na frente, com gol de Juan Luis Anangonó, autor de 22 tentos na temporada equatoriana e centroavante do 4-2-3-1 de seu time. No segundo tempo o Gumarelo foi para o ataque com três atacantes, mas pouco ameaçou a meta da equipe de Quito. Pelo contrário, quem mais trabalhou na etapa complementar foi justamente o arqueiro da equipe paraguaia; Rodrigo Muñoz, recém-chegado do Nacional do Uruguai.

Por duas vezes o goleiro impediu uma vantagem maior dos equatorianos, que, mesmo trancados atrás no 3-5-2, ainda conseguiram ameaçar a meta adversária. Apesar da vantagem o jogo de volta deixa chances para os dois times. Em Asunción o Libertad costuma ir bem, mas pode ter dificuldades em propôr o jogo, uma vez que tem um futebol muito mais reativo. Quem passar entra no grupo 5, que tem Nacional-URU, Vasco e Alianza Lima.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

América do Sul - Também vivemos de títulos (16/12/11)

Juan Aurich, campeão peruano

Após a conquista do brasileiro e os festejos decorrentes do quinto título nacional, os corintianos passaram a proferir com mais ênfase a seguinte frase: "Não vivemos de títulos, vivemos de Corinthians". A ode de amor ao clube faz sentido, mas, convenhamos, vencer adoça esse amor de uma forma inigualável. Que o digam dois clubes da América do Sul que até a semana passada não tinham um título de campeonato nacional: o Juan Aurich, do Peru, e o Club Deportivo Lara, da Venezuela.

Fundado em 1922 na cidade de Chiclayo, como Club Juan Aurich, a equipe peruana passou por diversos percalços nos últimos 89 anos. O primeiro título em qualquer competição só veio em 1993, com a conquista da Copa do Peru. Naquela feita o time se chamava Club Aurich-Cañaña, depois de El Auriche se fundir ao Deportivo Cañaña, outra equipe que passava por momento difícil. O título, que levou a equipe à elite do futebol peruano, no entanto, não rendeu os dividendos esperados e três anos depois o time caiu de divisão novamente e teria desaparecido, não fosse uma ação de empresários. Com recursos no bolso, eles compraram o Atletico Club Edarcha e formaram o Club Juan Aurich de Chiclayo.

Com essa nova formação e denominação El Aurich venceu a Copa Peru novamente em 1997 e voltou à elite do futebol nacional, se mantendo assim pelos cinco anos seguintes. Uma outra crise financeira e administrativa, contudo, levou à queda do clube, que uma vez mais ficou em vias de sumir do mapa. Em 2005 um novo aporte financeiro e a fusão com o Club Social Deportivo Mariscal Nieto formaram o Juan Aurich de la Victoria, nome utilizado para driblar impedimentos legais do clube. Em 2007 o novo Juan Aurich venceu novamente a copa peruana e iniciou um período de relativa tranquilidade, que atingiu seu auge no último sábado após vitória nos pênaltis ante o Alianza Lima na decisão do campeonato nacional.

Foi um título arrancado à força, já que durante toda a fase de pontos corridos o Ciclón del Norte esteve atrás dos adversários. Ainda assim, apostando na força de seu conjunto de atletas - entre eles o ex-"corintiano" Balbuena - e no talento do atacante panamenho Luis Tejada - autor de 17 gols no campeonato - chegou em segundo lugar, se classificando para a decisão do torneio.

No primeiro jogo decisivo, no entanto, o Alianza se impôs e venceu fora de casa por 2 a 1. Bastava à equipe de Lima empatar o segundo jogo para sair com o título, mas Ysrael Zuñiga, que já tinha feito o gol do Ciclón no primeiro jogo, estragou a festa e deu a vitória ao Juan Aurich, forçando a terceira e decisiva partida. Em mais um jogo igual, coube às defesas do goleiro Penny na decisão por pênaltis o fator de desequilíbrio, que trouxe ao clube de Chiclayo seu primeiro título de campeonato nacional.

De forma bem menos dramática, mas nem por isso menos valorosa, o Club Deportivo Lara bateu os grandes Caracas e Táchira e o ascendente Deportivo Anzoátegui e faturou o título do Apertura venezuelano, por ora, de forma invicta, com uma rodada de antecedência. Foi a primeira conquista do clube, formado em 2006 como Guaros Fútbol Club e que conseguiu o acesso à primeira divisão logo na temporada 2007-08.

No Apertura 2007 os rojinegros tiveram o reforço de um quase aposentado René Higuita e fizeram um bom papel. A fase se manteve no Clausura 2008, mas no Apertura daquele ano houve um solavanco e o Guaro quase caiu. Recuperado, se tornou Club Deportivo Lara em julho de 2009 depois de empresários comprarem a agremiação e investirem pesadas somas na formação do elenco. Deu certo. Já em seu primeiro ano o Lara chegou entre os quatro primeiros. Depois de uma temporada 2010-11 discreta, o rojinegro ganhou investimentos pesados em julho deste ano.

De uma só vez chegaram o técnico Eduardo Saragó e nomes de rodagem como o volante Vitali, de passagem pela Lazio, o zagueiro José Manuel Rey, 36 anos, e a dupla de ataque composta por Edgar Pérez Greco e Rafael Castellín, dois dos grandes destaques da campanha do Lara. Campanha esta que teve até agora onze vitórias e cinco empates em 16 jogos - falta a última rodada contra o Carabobo - com 36 gols marcados e 10 sofridos.

Em meio a alguns períodos de alta e diversos de baixa em quase 90 anos de história e a uma rápida curva ascendente para um clube que acaba de começar, torcedores de Juan Aurich e CD Lara, respectivamente, podem agora estufar o peito e dizer: além de viver do próprio clube, vivem também de títulos. E o amor ao time querido só tende a crescer. Afinal de contas, conquistas são apaixonantes...

Copa Sul-Americana

- O título da Universidad de Chile foi mais do que merecido. Quem acompanha este espaço viu a coluna em que falávamos do fato de este time ser atualmente o melhor do continente. As duas vitórias com autoridade ante a LDU mostraram uma vez mais isso. Vale lembrar: esta foi a primeira conquista internacional de La U. A equipe ainda pode terminar o ano com o título do Clausura e da temporada chilena.

- E como o assunto é relembrar, seguem duas colunas que trataram deste time nos últimos meses: http://trivela.uol.com.br/coluna/america-do-sul/o-time-do-continente-em-2011 e http://trivela.uol.com.br/coluna/america-do-sul/historia-no-pais-cobranca-fora-dele

Mais peruanas

As três vagas peruanas na Libertadores 2012 ficaram então com Juan Aurich, Alianza Lima e Sport Huancayo, nesta ordem. O Juan Aurich entra no grupo do Santos, o Alianza no grupo do Vasco e o Sport vai para a Pré-Libertadores contra o Arsenal de Sarandí. Quem vencer entra no grupo 4, o grupo do Fluminense. Em breve esta coluna fará um mapa de como estão os confrontos da Libertadores do ano que vem.

Mais venezuelanas

O Deportivo Lara campeão do Apertura está na Libertadores... de 2013. Coisas do calendário Sul-Americano. Os representantes da Venezuela no torneio continental do ano que vem são Táchira, Zamora e Caracas

Paraguaias

- Um final digno da história dos dois maiores clubes do país. Assim será o desfecho do Clausura Paraguaio, com Olimpia e Cerro disputando o título. O Decano venceu o Tacuary por 3 a 2 fora de casa em um jogo disputadíssimo e manteve a liderança. O Cerro bateu o General Caballero por 5 a 2 e tem um ponto a menos que o Olimpia, sendo o único capaz de tirar o título das mãos do rival. O Libertad empatou em 0 a 0 com o Sportivo Luqueño e ficou fora da briga.

- Na última rodada teremos Olimpia x Rubio Ñu e Sol de América x Cerro Porteño. O Olimpia tem 43 pontos e o Cerro 42. Se houver empate do Ciclón e derrota do Decano, os dois times empatam em pontos e terão que fazer um jogo extra para o título.

- Na briga pela Libertadores tudo pode mudar. O representante 1 do Paraguai será o campeão de Apertura ou Clausura que tiver melhor pontuação na tabela acumulada. Se o Olimpia levar o Clausura, o Olimpia é o Paraguai 1 e vai para o grupo 2, enquanto o Nacional vira Paraguai 2 e vai para o grupo do Corinthians e o Libertad se torna Paraguai 3. Se der Cerro, o Nacional vai para o grupo 2, o Cerro para o grupo do Corinthians e o Olimpia para o confronto contra o Equador 3 para entrar no grupo do Santos.

Colombianas

- Na Liga Postobon II já temos a decisão. Depois de empatar em Manizalles por 1 a 1, o Once Caldas foi a Bogotá e fez 2 a 1 no Santa Fe, conseguindo sua vaga na final. Do outro lado, o Junior de Baranquilla, que havia perdido por 3 a 0 em Bogotá para o Millonários, teve uma reação histórica em seus domínios. A equipe devolveu os 3 a 0 e ganhou nos pênaltis seu lugar na decisão.

- Em termos de Libertadores a situação é a seguinte: se o Once ganhar o campeonato entra como Colombia 2 e classifica o Millonarios para o jogo contra Inter na Pré-Libertadores. Se não vencer, o time de Manizalles enfrenta o Inter e o Junior vai para o grupo 3, que até o momento só tem o Bolívar.

- O técnico da seleção colombiana, Leonel Alvárez foi demitido do cargo nesta semana pelos maus resultados. Ele comandou a Colômbia por quatro meses em cinco jogos e teve três vitórias, um empate e uma derrota. Mesmo assim a Federação Colombiana se mostrou insatisfeita com o desempenho. Um retorno de Bolillo Gómez, demitido por ter agredido uma mulher em agosto, foi descartado.

Equatorianas

- Na decisão do título da temporada o Deportivo Quito foi a Guaiaquil e bateu o Emelec por 1 a 0. Fidel Martínez, 20 anos e com passagem pela base do Cruzeiro, fez o gol dos chullas, que jogam pelo empate no segundo jogo, que acontece no sábado.

- Com a derrota da LDU na Sul-Americana, a vaga Equador 3 na Libertadores 2011 vem obrigatoriamente da decisão do terceiro colocado do campeonato equatoriano. El Nacional e a própria LDU brigam pela classificação. No primeiro jogo deu El Nacional 2 a 1 em casa.

Chilenas

- Em terras chilenas, semifinais definidas para o Clausura 2011. A Universidad de Chile, que tinha vencido a Unión Española por 1 a 0 fora de casa, fez 3 a 0 em casa e avançou. La U vai enfrentar a Católica, que depois do 3 a 1 em casa ganhou por 1 a 0 fora do Audax Italiano. Do outro lado O Cobreloa, que havia ganhado por 1 a 0 fora de casa da Unión La Calera, fez 4 a 3 em seus domínios e passou adiante. A equipe vai pegar o Colo Colo, que depois do 6 a 3 visitando o Deportes La Serena venceu por 3 a 1 em casa. Em chaveamento a história ficou a seguinte (em primeiro equipes que decidem fora):

U. Católica x U. de Chile
Colo Colo x Cobreloa

Bolivianas

- No Apertura da Bolívia, Universitario de Sucre e The Strongest farão a final. No fim de semana o Universitario bateu o San Jose por 2 a 0 em casa e nesta quarta perdeu por 1 a 0, passando adiante pelo saldo de gols. Do outro lado, o The Strongest fez 5 a 3 no Oriente Petrolero em seus domínios e na quarta perdeu por apenas 1 a 0. Na decisão o Universitario faz o segundo jogo em casa.

- Lembrando que o campeão do Apertura da Bolívia entra no grupo do Santos, que já tem, além do Peixe, o Juan Aurich.

- Infelizmente a péssima organização e administração do futebol boliviano merecem destaque. A situação envolvendo o duelo entre Aurora e San Jose foi lamentável e sua conclusão não deixou por menos. Explicando: dentro de campo o San Jose venceu o primeiro jogo das quartas de final por 1 a 0. No entanto, o Aurora recorreu à Justiça alegando que o San Jose escalou cinco estrangeiros, quando o máximo permitido seria quatro - algo que de fato aconteceu. O San Jose contra-atacou dizendo que o goleiro Lanz, do Aurora, não estava em condições contratuais de jogo e criou-se um impasse que não foi decidido a tempo do segundo jogo das quartas. Assim, os dois times voltaram a campo sem saber o que seria do primeiro jogo. Dentro das quatro linhas novamente deu San Jose, desta vez por 2 a 0. No sábado, três dias após a partida, pressionada pela falta de datas a justiça desportiva da Bolívia decidiu que o Aurora foi o vencedor do primeiro jogo, mas que a equipe não levaria nenhum saldo de gol adiante. Ou seja, o resultado só valeria de algo se o Aurora empatasse a segunda partida, o que não aconteceu. Assim, o San Jose avançou. A pergunta é... Poderia ter acontecido o empate se a decisão da Justiça tivesse saído a tempo? Provavelmente o Aurora jogaria fechado e correria menos riscos de tomar um 2 a 0 não é? Pois é...

Uruguaias

Com o fim do Apertura começa o período de especulações. As maiores até o momento são as seguintes: Cristian Rodríguez, meiocampista do Porto, poderia ir para o Peñarol, enquanto o Nacional pode fechar com o experiente zagueiro Scotti, 36 anos, que está no Colo Colo. O Bolso já fechou a contratação do lateral direito Pablo Álvarez, formado na base do tricolor e que estava na Reggina, da Itália, até rescindir seu contrato.